PSB entrega cargos a Dilma e abre caminho à candidatura de Campos; nada muda na Bahia

Confirmando as expectativas, a executiva nacional do PSB decidiu, nessa quarta-feira (18/9), entregar os cargos que ocupa no plano federal e deu o primeiro passo concreto para o lançamento da candidatura de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, a presidente da República em 2014. O anúncio foi feito pelo próprio Campos, por meio de sua conta no Facebook, antes de conceder coletiva em Brasília. Ele, no entanto, afirmou não haver mudanças nas relações com o PT nos planos estaduais.

“Acabamos de aprovar a entrega de todos os cargos que ocupamos no governo federal. Vamos seguir dando apoio àquilo que é correto. O futuro do país não passa por cargos, mas por perseguir os melhores caminhos para o desenvolvimento, para criação de empregos, por melhores serviços públicos, por uma política que respeite o cidadão. Saímos do governo para continuarmos ajudando o Brasil”, escreveu o presidente nacional do PSB e pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Ainda que a entrega dos cargos sinalize um afastamento político, Campos assegurou que deve continuar na base no Congresso. “A gente deixa o governo mais à vontade e a gente fica mais à vontade”, resumiu. O único reticente foi o principal núcleo do PSB que defende a reeleição da presidente Dilma Rousseff em detrimento à candidatura solo, o governador do Ceará, Cid Gomes.

Apesar do distanciamento, o PSB manteve o alinhamento programático e não discutiu o posicionamento da sigla nas relações estaduais, como na Bahia, em que compõe a base de apoio ao petista Jaques Wagner.

Nada muda nas alianças regionais

“Nada muda com relação aos cargos e alianças regionais. Isso foi explicitado na reunião pelo presidente nacional do partido, governador Eduardo Campos. A decisão se reflete apenas nos cargos negociados diretamente entre a direção nacional e o Palácio do Planalto”, garantiu a senadora Lídice da Mata, presidente do PSB na Bahia. Segundo ela, assim que a reunião foi encerrada houve o contato telefônico com o secretário da Casa Civil, Rui Costa, para reiterar a posição dos socialistas na Bahia. “Vamos continuar da mesma forma.

O próprio governador Jaques Wagner foi elogiado por Eduardo Campos por seu empenho em tentar manter a aliança entre o PSB e PT no plano nacional”, relatou Lídice. Para Domingos Leonelli, secretário estadual de Turismo indicado pelo PSB, nada muda nas relações com o governo da Bahia. “O próprio Eduardo Campos, pelas declarações que deu, afastou qualquer hipótese de mudanças acontecerem nos estados. É uma decisão que se observa apenas no cenário nacional”, sugeriu Leonelli. “Meu cargo está à disposição do governador, como sempre esteve”, tangenciou.

Sobre a candidatura na Bahia, Leonelli assegurou que a predisposição é lutar para que Lídice seja indicada como candidata da base do governador Wagner. “Não sei nem se a candidatura vai se confirmar. A executiva estadual definiu que a candidatura, se houver, será da base do governo, com o apoio do governador. Estamos trabalhando para isso.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 19 de setembro de 2013

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