Negociações sobre reajuste de servidor municipal estão emperradas na Câmara

Um encontro realizado nessa quarta-feira (28/8), na Câmara de Vereadores, tentou eliminar as arestas dos projetos de reajuste dos servidores municipais, porém, por conta do curto espaço de tempo disponível e a perspectiva de que os pontos polêmicos só poderiam ser resolvidos pelo Executivo, uma nova rodada de conversas será assimilada à reunião da mesa permanente de negociação, que acontece na próxima segunda-feira.

De acordo com o líder da oposição, Gilmar Santiago (PT), o encaminhamento para que a discussão sobre o plano de cargos e salários fosse postergada partiu do entendimento de que é necessário reativar o debate.

“A solução para o problema está com o Executivo, por isso é melhor que a negociação inclua o secretário de Gestão, Alexandre Pauperio. Aproveitamos a reunião que acontece na segunda-feira para discutir sobre o plano de saúde dos servidores para incluir na pauta a discussão dos pontos polêmicos dos projetos”, relatou o petista. Segundo Santiago, um dos entraves seria o descumprimento de parte da negociação por parte do Executivo municipal. “Os servidores alegam que alguns pontos foram acordados e que não foram encaminhados no projeto para a Câmara de Vereadores”, explicou o oposicionista.

Líder nega falta de entendimento

Para o líder do governo, Joceval Rodrigues (PPS), no entanto, a opção por adiar a votação dos projetos é uma manifestação do empenho da bancada governista em exaurir a discussão antes de apreciar a matéria. “Decidi não colocar em votação após conversar com a bancada e na próxima segunda-feira vamos fazer um check-list sobre os pontos do projeto com o secretário Alexandre Pauperio e os representantes dos servidores antes de colocar em votação”, sinalizou Rodrigues.

Nos bastidores, todavia, a informação que circula é que falta entendimento entre representantes sindicais e os profissionais por ele representados tem dificultado o avanço da negociação entre os servidores e os vereadores – apesar de não haver uma dependência direta dessas conversas para que o projeto seja apreciado na Câmara.

Entre os pontos de divergência citados está o aumento diferenciado para categorias distintas – arquiteto e engenheiros, por exemplo, que tiveram uma correção salarial maior que outros cargos de analista. O líder da bancada da maioria, entretanto, minimizou ao comentar a insinuação de que tais polêmicas surgiram a partir da falta de conversas entre a prefeitura e os sindicatos. “Foram mais de 120 horas de negociação. Esse argumento…”, tangenciou.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 29 de agosto de 2013

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