Gabrielli diz que indicado à sucessão de Jaques Wagner vai mesmo sair do PT

O secretário estadual de Planejamento e pré-candidato do PT ao governo da Bahia, José Sérgio Gabrielli, descartou a hipótese de que a chapa para a eleição majoritária de 2014 possa ter o nome do vice-governador Otto Alencar como líder. Para Gabrielli, reproduzindo, segundo ele, a opinião da direção do partido, a manutenção de um governo petista no Palácio de Ondina é uma questão estratégica no plano nacional e regional e, portanto, apesar das conversas continuarem abertas, é praticamente certo que apenas um petista poderá suceder o governador Jaques Wagner para dar continuidade ao projeto.

“Ele (Otto) é meu candidato a senador. Eu defendo que o PT abra uma conversa explícita e pública com o nosso vice-governador como candidato a senador. É um companheiro de governo que nós temos trabalhado de forma perfeitamente aliada”, defendeu o titular do Planejamento da Bahia. E, sob o argumento que o conhecimento prévio das eleições 2010 serve de recall para as pesquisas para a sucessão estadual, Gabrielli ainda minimizou, nas entrelinhas, os nomes dos senadores Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB) pela pontuação nas enquetes. “Os nomes que aparecem na frente foram candidatos na última eleição”, frisou o secretário, durante entrevista a uma emissora de rádio local.

Escolha deve ser até dezembro

Na avaliação do secretário de Planejamento, José Sérgio Gabrielli, a definição do candidato da base aliada à sucessão do governador Jaques Wagner deve acontecer até o começo de 2014. “Não podemos passar o ano sem ter essa definição de quem é o candidato para a sucessão, porque vai precisar ter uma intensa atividade de visibilização (sic) do candidato. Imagino que vamos chegar em janeiro com o candidato definido”, sugeriu o pré-candidato do PT.

Apontado como preferido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à candidatura ao governo, Gabrielli desconversou. “Evidentemente, ele (Lula) vai apoiar qualquer candidato do PT na Bahia, acompanha de perto o que está acontecendo na Bahia, tem a preferência dele, mas essa preferência dele não vai ser exclusiva”, evadiu-se o petista. No entanto, ao comentar sobre uma eventual preferência de Wagner pelo secretário da Casa Civil, Rui Costa, a resposta foi clara: “Todo mundo diz, menos o governador”.

Gabrielli ressaltou também que está no páreo, apesar de existirem boatos que a dificuldade de viabilizar-se como candidato sugerirem o contrário. “Eu estou no páreo, discutindo, viajando, fazendo reuniões no interior, reunindo com lideranças e, enquanto o partido e o diretório não fechar o processo, estou no páreo”, assegurou o petista.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 28 de agosto de 2013

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