PT lança 5 candidatos à presidência do partido na Bahia em busca de consenso

Traçada como meta há algum tempo, a unidade do PT não foi objetivamente alcançada no Processo de Eleição Direta (PED), porém uma das cinco chapas inscritas para participar do certame estima ter o apoio de cerca de 80% do partido. Tido como nome forte para a sucessão de Jonas Paulo, Everaldo Anunciação caminha para ser escolhido como presidente no próximo 10 de novembro. Todavia, quatro nomes demarcam território ao lançar candidaturas fora do âmbito de influência da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária e com traços nacionais bem definidos.

No total, cinco petistas vão disputar os votos da militância, Hipólito de Brito, Ernesto Marques, Wanderson Pimenta e Lourival Oliveira – conhecido como Tranquilo – e Everaldo Anunciação. Destes, apenas o último construiu a articulação a partir do apoio de correntes expressivas nos planos nacional e estadual. As demais, de acordo com fontes internas do partido, buscam apenas sinalizar uma posição não completamente convergente e o debate “ideológico”, tema caro ao PT nos últimos anos.

“O esforço foi para que a unidade do partido fosse mantida. Tanto que os quatro pré-candidatos a governador estão na chapa de Everaldo Anunciação”, aponta um petista em reservado, citando os nomes de José Sérgio Gabrielli, Rui Costa, Walter Pinheiro e Luiz Caetano. “Houve um pedido da direção nacional para que chegássemos a uma unidade na Bahia e preferimos evitar e não mostrar uma divisão interna que não existe”, sinaliza a fonte.

Correntes demarcam espaços

Para petistas de grosso calibre, a falta de unidade absoluta, com cinco chapas disputando, não sinaliza uma partição dentro da legenda. Na análise interna, o PT encara como natural o aparecimento de opções na sigla, ainda que haja uma mobilização em torno de uma candidatura com viés de majoritária. “Será uma eleição sem grandes surpresas. Os candidatos estão na disputa para demarcar espaço e reiterar as posições ideológicas. É natural que essas candidaturas apareçam”, minimiza um dirigente, que prefere falar em reservado e apoia o nome de Everaldo Anunciação para suceder Jonas Paulo.

Dentre as demais candidaturas, no entanto, a de maior expressão é do vice-presidente da Associação Baiana de Imprensa (ABI), Ernesto Marques, que tenta, via corrente Movimento PT, firmar certo distanciamento dos grandes grupos do partido. Fruto de minicisões internas, a corrente chegou a costurar uma aproximação com outras frentes para apostar numa candidatura para fazer frente numa disputa contra Everaldo, atual secretário estadual de organização do partido. O plano, no entanto, acabou abortado quando houve a sinalização nacional para que houvesse um entendimento em torno de uma candidatura com apoio das grandes correntes petistas no país. Devidamente inscritos no processo eleitoral, os cinco candidatos têm até o dia 10 de novembro para convencer a militância.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 15 de agosto de 2013

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