APLB Sindicato pede a saída de Bacelar da Educação

Em meio à condenação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para devolver, solidariamente com o ex-prefeito João Henrique, R$ 770 mil, o secretário municipal de Educação, João Carlos Bacelar, teve sua permanência no cargo questionada pela diretora da APLB Sindicato, Elza Melo. Segundo a dirigente sindical, “se há irregularidade tem que ser substituído”.

“Essa questão de não haver licitação e contratos irregulares. Isso é uma questão que já é do conhecimento do povo de Salvador, dos servidores municipais. Evidentemente que reconhece que há irregularidade, e nega. O que nós queremos é que se apure. Até que se prove o contrário, eles são culpados. Precisam responder o que fazem com o dinheiro público”, afirmou a diretora em entrevista ao Bocão News. Para ela, o parecer do TCM é apenas mais um caso relacionado à má gestão da Educação no mandato do ex-prefeito.

Uma das coordenadoras da APLB no âmbito municipal, Elza sinaliza que o sindicato denunciou, em mais de uma oportunidade, irregularidades na pasta e, com mesma intensidade, tem cobrado um posicionamento do Executivo para que todos os vícios sejam sanados. “Nós não concordamos com terceirização, com contratações de empresas apadrinhadas. O que nós queremos é transparência na administração. Se for culpado, tem que ser punido. Se o secretário diz que vai comprovar que tudo está regular que comprove. Queremos provas de que ele não tem responsabilidade”, avaliou.

Oposição é menos incisiva

Enquanto a APLB Sindicato sugere a saída de João Carlos Bacelar da Secretaria de Educação de Salvador, a oposição ao prefeito ACM Neto (DEM) na Câmara de Vereadores adota uma postura menos incisiva. De acordo com o líder da minoria, Gilmar Santiago (PT), “não cabe à oposição dizer que Bacelar deve ou não sair”. “A decisão de trocar o secretário cabe ao prefeito ACM Neto. Cabe à sociedade fazer uma avaliação da lisura da administração pública”, apontou Santiago, chamando a atual gestão de “continuidade do governo de João Henrique”.

Na opinião do oposicionista, “a condenação por parte do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) mostra como a gestão de João Henrique foi temerária do ponto de vista da gestão financeira”. “O governo anterior foi campeão de condenações no tribunal”, completou o petista. Santiago, no entanto, não acredita que deva haver qualquer mudança no secretariado por conta das recorrentes denúncias de irregularidades na Educação.

“Dificilmente o prefeito vai tirar o secretário antes do acordo firmado lá atrás, de abril de 2014, quando João Bacelar deve se desincompatibilizar para ser candidato a deputado, mesmo que a cada momento apareçam denúncias. O PTN é a maior bancada do governo na Câmara, ainda que não seja uma bancada homogênea”, conjectura Santiago.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 19 de julho de 2013

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