Mário Kertész não poupa nas críticas a ACM Neto

Para quem conhece o radialista Mário Kertész, nenhuma novidade. A língua ferina do ex-prefeito, no entanto, fica ainda mais afiada quando ele passa a ocupar a função de entrevistado. A situação aconteceu nessa quarta-feira (19/6), quando MK participou da programação da rádio Tudo FM em transmissão simultânea com a Metrópole, de sua propriedade. Em meio às críticas às administrações estadual e soteropolitana, o ex-prefeito foi enfático ao falar sobre a gestão do prefeito ACM Neto (DEM). “Não vou ficar calado com coisas que acho equivocadas”, frisou Kertész.

“A cidade está acabada. Ela precisa de uma operação de trânsito competente. Tanto da Transalvador quanto da Secretaria de Infraestrutura. Esse projeto da orla foi ridículo. É da época de João Henrique. Neto deveria ouvir as pessoas que poderiam acrescentar. Ele não pode ficar naquele meio de gente que não sabe nada sobre a cidade. Um meio de mediocridade”, criticou.

Prefeito de Salvador pela primeira vez indicado por Antonio Carlos Magalhães, Kertész também comparou os dois ACMs. “Não conheço tão bem ACM Neto quanto conheci o velho. Eu acho que falta nele um pouco de coragem para ousar”, apontou o radialista. Ele, porém, destacou a habilidade do prefeito ao aproximar-se do governador Jaques Wagner (PT). “Neto fica jogando com inteligência – ele é muito hábil – para poder conseguir recursos do governo federal. Ele sabe que se ficar muito distante, dona Dilma [Rousseff] não vai abrir o cofre para ele”, avaliou MK.

Sobre as eleições 2014, o ex-prefeito fez suas próprias considerações. “Eu acho que ACM Neto se inclina mais para fazer corpo mole. Vai fazer de conta que não é com ele”, sugeriu Kertész. Para ele, “não há hipótese do prefeito ser candidato a governador”. “O candidato da oposição vai ser Geddel [Vieira Lima], agora não sei se ACM Neto apoia ele”, completou. E, na avaliação do radialista, ainda é cedo para vislumbrar com clareza o futuro. “Daqui para lá, a gente não sabe como vai ser a situação nacional. Com toda essa coisa que está acontecendo no Brasil, inclusive essas mobilizações todas, a economia que está patinando, a gente não sabe como é que dona Dilma vai estar no próximo ano. 2014 aparenta ser um ano movediço”, sugeriu. Ele, todavia, disse não ter dúvida que o candidato do governo será Rui Costa. A vontade de Wagner hoje é claríssima. É Rui Costa”.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 20 de junho de 2013

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