Secretário admite que indicado para sucessão de Wagner está indefinido

Porta-voz do governo da Bahia, o secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, afirmou nessa segunda-feira (3/6), em entrevista à rádio CBN, que o governador Jaques Wagner ainda não definiu o nome para a sucessão estadual em 2014. Segundo o titular da pasta, o cenário nacional precisa estar estabelecido antes dos próximos passos no plano estadual. “O peso da eleição presidencial nos estados é muito grande, então não se define nos estados antes do nacional, e o foco do governador é a entrega de obras e serviços para melhorar a imagem do governo”, avaliou Almeida.

Diferente da postura adotada por lideranças petistas de fora da estrutura governamental, o secretário citou nomes como a senadora Lídice da Mata (PSB), o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PDT), e o vice-governador, Otto Alencar (PSD), como eventuais postulantes à indicação do governador para concorrer ao Palácio de Ondina em 2014. “Meu candidato ao governo do estado será quem Wagner escolher”, reiterou, entretanto.

Almeida ainda refutou a análise de que o governador teria uma melhora de imagem dentro de Salvador após a aproximação com o prefeito ACM Neto (DEM), visualizada em diversas oportunidades. Para ele, os investimentos do governo na capital baiana explicam a melhora da relação do Palácio de Ondina com os soteropolitanos. “Creio que a mudança se deve ao pacote de mobilidade urbana, a relação com ACM Neto não é novidade. E certamente o fortalecimento do governo na capital posiciona de forma mais competitiva a candidatura à sucessão. A imagem de Jaques Wagner é forte e será grande cabo eleitoral”, frisou o secretário de Comunicação. Almeida exemplificou esses investimentos com a ordem de serviço que será assinada hoje para intervenções na orla com cifras que ultrapassam a marca dos R$ 7 milhões.

A situação da seca também foi tema da entrevista e Robinson Almeida citou fatores que estão na busca de minimizar os impactos para os moradores da região do semiárido, como a inauguração da adutora do São Francisco e o andamento da obra de transposição do Rio São Francisco. “A seca tem efeitos na economia, pois perde na plantação, na pecuária. Agora a proteção social às pessoas, com o bolsa-família e o bolsa-estiagem, fez com que não víssemos cenas do passado, mas temos que avançar na infraestrutura hídrica, como a transposição”, explicou.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 04 de junho de 2013

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