César Borges nega problemas apontados pela Veja no Ministério dos Transportes

Recém chegado à Esplanada dos Ministérios, o titular dos Transportes, César Borges (PR), negou que haja descontentamento como sugerido por uma nota na coluna Holofote, da revista Veja desta semana. Por meio de sua assessoria, o ministro classificou a informação como “inverídica” e desconstruiu os argumentos utilizados pelo colunista para sugerir a existência de insatisfação com “a falta de poder no cargo”. O ex-senador baiano substituiu Paulo Passos para amainar os ânimos do PR, que reclamava da ausência de um ministério sob indicação da sigla desde a saída de Alfredo Nascimento da pasta – Passos, apesar de filiado ao PR, era considerado da cota pessoal da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com a publicação, Borges teria, em conversa com um amigo na última semana, reclamado que ainda não conseguiu agendar uma audiência com a presidente Dilma. “O ministro nunca solicitou uma audiência com a presidente por não verificar necessidade ainda. Foram dois encontros com a presidente em atividades distintas e, quando houver a necessidade de uma audiência, ela será agendada”, informou a assessoria da pasta. “O ministro nunca teve essa conversa com nenhum amigo e jamais se queixou do ministério”, assegurou a assessoria – o ministro esteve com a agenda completa durante todo o dia e não pode atender a imprensa.
Outro ponto citado pela revista Veja para causar a suposta insatisfação em Borges seria a falta de autorização para a contratação de assessores para o gabinete na Esplanada. Segundo a assessoria do ministério, não houve mudanças na equipe que atua na pasta, que continua a mesma indicada pelo ex-ministro. “Quando ele achar necessário, vai fazer nomeações”, frisou a assessoria. Pouco tempo após a posse de Borges, o colunista Cláudio Humberto já havia indicado uma posição desconfortável do novo ministro, que não teria muita força dentro da própria pasta.

Consultado pela reportagem, o deputado federal e presidente estadual do PR, José Rocha, também negou o conteúdo publicado no semanário da editora Abril. “Acho que a informação não procede. A situação no Ministério dos Transportes está muito tranquila e tanto o ministro César Borges quanto o PR estão satisfeitos”, garantiu Rocha. Assim como apontado pela assessoria de Borges, o dirigente republicano indicou que, quando achar adequado, o ministro fará mudanças na equipe que compõem a pasta em Brasília. “Ele [o ministro] está tomando pé do ministério e vai fazer mudanças quando houver a necessidade. Ele tem poderes para isso, dados pela presidente Dilma”, assegurou o parlamentar.

Sobre uma eventual candidatura do agora ministro a deputado federal, conforme incita o colunista, o próprio Borges não descartou a hipótese de pleitear um cargo eletivo em 2014, porém assegurou que não fará “ministério de trampolim político de forma nenhuma”.
“Não posso dizer a você em 2014 o que eu vou ser ou deixar de ser. Isso é uma circunstância que só veremos daqui pra frente. Então, nem eu sou candidato e nem eu não sou candidato. Tudo será o momento, serão as circunstâncias”, afirmou em entrevista à Tribuna no dia 20 de maio. E, por meio da assessoria, negou a pretensão de ir para a Câmara.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 28 de maio de 2013

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