PTN mostra-se favorável ao projeto de reforma tributária e cobra espaço

Dentro da expectativa antecipada pela Tribuna, os vereadores do PTN decidiram nesta sexta (24) que votarão favoráveis ao projeto de reforma tributária encaminhado pela prefeitura de Salvador. De acordo com o líder do partido na Câmara, Toinho Carolino, “por incrível que pareça, foi uma decisão unânime do partido”. Ele, entretanto, mostrou que a conta vai ser apresentada ao Executivo. “A prefeitura tinha sete partidos e 11 vereadores a favor do projeto. O PTN, com seus seis vereadores, equivale a mais da metade dos apoios anunciados antes”, sugeriu Carolino.

“Por isso que estávamos brigando por mais espaço e para que as demandas dos vereadores e das comunidades dos vereadores sejam atendidas de maneira mais rápida”, completou o líder do PTN na Câmara. Apesar da alfinetada, Carolino reconheceu a importância da reforma tributária para a capital baiana. “Não há nenhuma dúvida de que o projeto é bom para a cidade. Fico feliz porque todos os nossos vereadores compreenderam a importância do projeto e estão sintonizados com o futuro de Salvador”, afirmou.

Para o vice-líder da sigla no legislativo soteropolitano, Tiago Correia, os correligionários demonstraram que querem o melhor para a cidade. “Fomos importantes para a eleição do prefeito ACM Neto e somos importantes para a consolidação da base de apoio do governo”, avaliou Correia. “A maior bancada da situação deu uma demonstração da força do executivo”, disse Correia. O vereador, que sempre demonstrou confiança na unidade do partido e na aprovação do projeto, disse que está disposto a sentar com todos os seus colegas, independente de filiação partidária, para esclarecer ponto por ponto da reforma.

Dos seis vereadores do PTN, apenas Alan Castro não compareceu ao café-da-manhã, realizado com a presença do presidente estadual da sigla, Maurício Bacelar, e do secretário municipal de Educação, João Carlos Bacelar. Por telefone, entretanto, Castro confirmou que acompanharia a decisão dos companheiros de legislativo. “Conversamos por telefone e ele disse que o que fosse definido, ele acataria”, relatou Carolino.

Na opinião do líder do partido, a decisão de votar em conjunto pela reforma tributária sepultou as especulações de um racha interno na bancada, que supostamente estaria sendo capitaneado pelo vereador Carlos Muniz. “Ficou selado que o que nós definirmos, será em conjunto. O PTN vota unido”, assegurou a líder da bancada.

Apesar do apoio ao projeto, Carolino antecipa que a sigla vai apresentar emendas ao projeto, que deve ser votado na próxima terça-feira (28). Segundo ele, uma reunião com o prefeito no dia anterior da apreciação da matéria vai definir o que vai ser acatado pelo Executivo. Questionado sobre o conteúdo das emendas, o vereador tangencia. “Preferimos nos reservar sobre as emendas, pois vamos conversar diretamente com o prefeito, sem interlocutores”, avisou.

Contrário – Apresentado como independente, mas com discurso bem similar ao da oposição, o vereador Hilton Coelho (PSOL) tratou a reforma como uma privatização do Executivo. Ele se ateve a proposta de criação de uma empresa de economia mista para gerir os recursos da capital baiana. “Analisamos o projeto e a decisão foi rejeitar a proposta que consideramos ilegal e prejudicial à população, em especial a mais carente. Dentre as diversas irregularidades destacamos a criação da empresa de economia mista. A criação de uma sociedade de economia mista requer autorização através de lei específica”, declarou Hilton Coelho.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 25 e 26 de maio de 2013

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