Orientação de Pelegrino sobre reforma tributária divide petistas

Derrotado nas urnas por ACM Neto (DEM), o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) mantém sua posição de oposicionista à administração do prefeito mesmo que de maneira indireta. Foi por meio da assessoria do parlamentar que a imprensa foi notificada que a bancada do PT na Câmara de Salvador votaria contra a reforma tributária proposta pelo Executivo municipal. Essa articulação, todavia, não foi bem recebida por todos os vereadores e gerou críticas pela tentativa de interferir na opção dos edis.

“A bancada não tem que votar contra sem discutir. O deputado federal Nelson Pelegrino enviou uma orientação à bancada do PT para votar contra a reforma, mas a minha orientação política vem da deputada Luiza Maia, do ex-prefeito Luiz Caetano e do deputado federal Valmir Assunção. Não sigo orientação política do companheiro Pelegrino, a quem respeito muito”, reclamou o vereador Suíca (PT). Ele, que não esteve presente na reunião que decidiu o posicionamento dos petistas, enfatizou que as críticas dos companheiros de Legislativo não foram objetivadas por uma discussão clara do projeto. “Como é que um partido que tem uma bancada de sete vereadores não fez um debate público sobre a reforma tributária?”, questionou Suíca.

Antes mesmo de o petista tornar pública a insatisfação com o envolvimento de Pelegrino na decisão da bancada, nos bastidores se comentava abertamente sobre a tentativa do deputado federal em interferir na decisão dos edis sobre o projeto. Por meio de sua conta no Twitter, Pelegrino comemorou a opção dos correligionários da Câmara de Salvador em votar contra a reforma tributária.

Para Suíca, quem poderia dar indicativos à bancada era o governo estadual, que, segundo ele, tem interesse na ampliação da arrecadação soteropolitana para reduzir a dependência da capital baiana dos investimentos estaduais. “O governador [Jaques Wagner], que tem investido muito em Salvador, é quem poderia e deveria se posicionar sobre a reforma tributária e como o PT e os partidos da base aliada deveriam votar”, disparou o petista.

Mesmo que tenha elevado o tom nas críticas, Suíca negou que apresentará um voto dissonante da orientação da bancada do partido na Câmara. “Tenho mais de 20 anos no Partido dos Trabalhadores, eu não me vejo em outro partido. Não posso, com toda a identidade que tenho com o partido e com a bancada, votar diferente da orientação”, frisou o vereador.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 23 de maio de 2013

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