Muniz ultima Bacelar para renúncia e Kiki minimiza

O clima de tensão permanece entre parte da bancada do PTN na Câmara de Salvador e o secretário municipal de Educação, João Carlos Bacelar. Os sinais de insatisfação do vereador Carlos Muniz (PTN), antes superficiais e indiretos, começaram a ganhar força e, em entrevista ao site Bahia Notícias, levou a uma declaração de ultimato à manutenção da pasta sob o comando da legenda. “Ou ele renuncia ou expulsa os vereadores do partido”, ameaçou Muniz. Outro integrante da bancada, Kiki Bispo relativiza o comentário do companheiro de legislativo. “Acho que não está nesse pé. Existe algumas insatisfações, é claro, mas nada que não possa ser discutido internamente e resolvido”, minimizou Bispo.

À Tribuna, Muniz sugeriu que a situação começava a ficar insustentável a partir de dificuldades impostas pelo Executivo para auxiliar nas demandas comunitárias dos edis, especialmente dele e dos reeleitos Geraldo Jr. e Alan Castro. Tiago Correia e Toinho Carolino evitaram falar em “racha” e defenderam a unidade da bancada, a maior da base do governo, com seis vereadores. “Pelo tamanho da bancada, a maior do prefeito na Câmara, é natural que haja demandas que necessitam de uma atenção especial do Executivo. O PTN sempre discute esses assuntos internamente e dessa vez não será diferente”, assegurou Kiki.

Os vereadores voltam a se reunir na próxima segunda-feira (13) com o secretário João Carlos Bacelar e dirigentes partidários – o titular da Educação é presidente licenciado do partido. “João Carlos não tem autonomia na secretaria. O chefe do Executivo é quem manda. Em todas as secretarias”, reclamou Muniz com o site de notícias. Bispo, todavia, adota um discurso mais cauteloso que o do companheiro. “É normal que o partido procure espaços na prefeitura, mas são insatisfações pontuais. Eu defenderei que internamente essa discussão seja feita”, garantiu, mais comedido.

Nos bastidores, contudo, a informação que circula é a pressão de Muniz e outros companheiros do PTN na Câmara para ampliar as indicações para funções no Executivo municipal – situação apontada como comum durante a administração do ex-prefeito João Henrique. Abertamente, nenhum dos vereadores trata do assunto.

*Publicada originalmente da Tribuna da Bahia de 10 de maio de 2013

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