Muniz sinaliza racha na bancada do PTN na Câmara de Salvador

Noticiada há tempos pela Tribuna, a “independência” do vereador Carlos Muniz sinaliza uma divisão entre os integrantes da bancada do PTN na Câmara de Salvador. Segundo Muniz, a falta de diálogo entre o Executivo e o Legislativo o levou a tensionar ainda mais a relação dele com o Palácio Thomé de Souza e, consequentemente, com o secretário de Educação, João Carlos Bacelar, presidente licenciado do PTN. “Meu sonho é que ele (João Carlos Bacelar) deixe a secretaria para que eu pudesse estar na bancada de oposição. Agora não sei se esse meu sonho se realiza”, divagou o vereador.

“Falta diálogo do Executivo com a Câmara em geral e muitos vereadores pensam da mesma forma, mas não têm coragem para reclamar como eu faço”, completou Muniz. De acordo com ele, as reclamações permeiam-se por diversas áreas, desde buracos nas vias até aos serviços prestados nos setores de educação e saúde. “Quantas escolas Bacelar recuperou nos quatro primeiros meses como secretário de João Henrique e quantas recuperou nesses quatro primeiros meses? As comunidades não têm os pleitos atendidos. Salvador mudou, mas mudou para pior”, sentenciou o insurgente. Muniz assegura ainda que a bancada dos seis vereadores do PTN compartilha opinião similar e coaduna com a discussão de uma transferência da base do governo para a oposição. “Os seis vereadores do PTN estão satisfeitos”, frisou o vereador.

O líder do partido na Casa, Toinho Carolino, entretanto, pondera as afirmações de Muniz. Para ele, a manifestação do correligionário é isolada e não se reflete no posicionamento dos outros vereadores. “Não tenho como me pronunciar sobre isso. O vereador Carlos Muniz tem dito individualmente que é independente. Seria prematuro da nossa parte falar em deixar a base do prefeito. É como ele fala, não é por causa dos seis vereadores que o deputado estadual João Carlos Bacelar está na secretaria. Nós apenas assinamos embaixo a indicação”, avaliou Carolino, numa postura mais branda. Ele, no entanto, admite que há empecilhos na relação entre os representantes dos poderes.

“Existe insatisfação quando não se atende a pequenos pleitos. Eu mesmo reclamei no plenário sobre um pedido de apoio à comunidade da Boca do Rio. Acontece como deve acontecer”, minimizou o líder do PTN na Câmara.Procurados pela reportagem, os vereadores Geraldo Jr., Kiki Bispo e Alan Castro não foram localizados para comentar as declarações, assim como o secretário da Educação, João Carlos Bacelar.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 08 de maio de 2013

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