Bruno Reis confirma migração para o MD e nega filiação de João Henrique

Os rumores de que deputados estaduais pouco satisfeitos com as legendas pelas quais foram eleitos aproveitariam a janela de migração com a criação do Mobilização Democrática (MD) foi confirmada pelo deputado Bruno Reis, por enquanto no PRP, ontem em entrevista a rádio Tudo FM. “As negociações caminham para que possamos ingressar no MD. A probabilidade maior é de ir para MD. Só vou para lugar em que sou bem-recebido”, afirmou Reis. O parlamentar reforçou ainda os discursos apontados pelos companheiros de legislativo Elmar Nascimento e Sandro Régis, ambos do PR, de que falta muito pouco para a definição sobre a migração. “Só posso dizer que está 100% confirmado quando forem assinadas as filiações”, completou.

Outros três deputados estão com negociação avançada para migrar para o partido surgido a partir da fusão entre o PPS e o PMN, porém Reis opta por citar apenas Targino Machado (PSC), também insatisfeito com a adesão do atual partido a base do governador. “Estamos conversando com outros dois deputados, mas prefiro não antecipar. Um deles está certo, porém ainda não é o momento de antecipar”, sugeriu. Além desses três na esfera estadual, Reis computou a ida do deputado federal licenciado e atual secretario municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza, Maurício Trindade – que engrossa o coro de discordantes com a participação do PR na base aliada do governador Jaques Wagner. De acordo com o deputado, a articulação para fazer parte do MD surgiu a partir de conversações com o deputado federal Roberto Freire, até então presidente nacional do PPS, e que a ideia de migrar para o partido é para contribuir com a discussão em torno de uma candidatura de oposição ao modelo petista com musculatura nos planos federal e estadual.

Citado como possível presidente da nova sigla na Bahia, Reis admitiu que ainda não é o momento de discutir o assunto, mas que estará disponível caso seja necessário. “Estou indo como soldado, para somar. Se meu nome for de consenso, estou à disposição, porém não é o meu projeto pessoal”, afirmou. O controle da legenda na Bahia faz parte das negociações para a filiação de nomes de peso, que podem vir a ser expressivos para as eleições de 2014. O parlamentar hesita em citar nomes, porém, nos bastidores, circulam informações de que o ex-governador Nilo Coelho pode fazer parte do quadro de filiados, bem como os esforços da direção nacional do MD para conseguir o apoio da ministra do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, que poderia ser candidata ao governo do estado ou ao Senado – Eliana negou com veemência a hipótese em entrevista à Tribuna no começo de maio.

Sobre os rumores de que o ex-prefeito de Salvador, João Henrique, poderia estar entre os filiados ao MD, Bruno Reis foi enfático em rechaçar a hipótese. “Em relação a João Henrique, o MD tem uma resolução clara: não pode aceitar representantes que tenham algum tipo de condenação de órgão colegiado. Ouvi isso de Roberto Freire. Ele não pode ser aceito pela situação, com duas contas rejeitadas pela Câmara”, explicou.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 25 de abril de 2013

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