Oposição mostra indignação com resultado

Após defenderem piamente a votação das contas do ex-prefeito João Henrique como uma resposta do legislativo à sociedade, os vereadores da oposição foram surpreendidos pelo número de votos favoráveis ao antigo ocupante do Palácio Thomé de Souza. Segundo o líder da minoria, Gilmar Santiago (PT), o resultado próximo do necessário para que as contas do ex-prefeito fossem aprovadas mostra que a articulação da base de ACM Neto em torno da matéria foi essencial para o resultado. “A base do governo votou favorável ao ex-prefeito João Henrique”, vociferou Santiago, enquanto anunciava seu voto contrário.

Para a comunista Aladilce Souza, “se fosse na legislatura passada, eleita com o prefeito, dava até para entender, mas com a renovação que a Câmara teve é complicado aceitar essa votação”. A indignação de Aladilce refere-se, principalmente, com a proximidade das contas serem aprovadas, mesmo com as diversas irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e reforçadas pela Comissão de Orçamento, Finanças e Fiscalização. Diante da articulação para, logo após o resultado ser proclamado, a sessão ser derrubada, a comunista atacou os companheiros de legislativo. “Os outros que estão indo embora são covardes, que não quiseram ouvir os comentários e os votos de quem foram contra o ex-prefeito João Henrique”, bradou Aladilce.

O vereador Waldir Pires (PT) também mostrou revolta com os 25 votos obtidos pelo grupo de articulação ligado ao ex-prefeito João Henrique. Num tom menos feroz, entretanto, reclamou que a Câmara não pode ser objeto de “compradinha e vendinha de votos”. Tanto para o petista octogenário quanto para o ex-vice-prefeito durante a administração de JH, Edvaldo Brito (PTB), o resultado da votação foi uma surpresa. Enquanto anunciava o voto, Brito afirmou ter seguido orientação do partido. “Voto em coerência ao que alertei durante quatro anos. Eu adverti para muitos problemas que estavam acontecendo. O parecer só poderia ser contrariado se esta Casa tivesse uma fundamentação apropriada. Eu os examinei com justiça e o tribunal está certo: as contas deveriam ser rejeitadas”, declarou o trabalhista.

Enquanto alguns deles manifestavam a indignação pelo número de votos favoráveis, integrantes da bancada do silêncio preferiam satirizar a situação. “Será que vão chegar aos 30 vereadores que rejeitaram as contas? Acho que teremos que pedir recontagem dos votos”, discutiam, em tom de brincadeira, vereadores do PTN, do PSL e do PP.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 18 de abril de 2013

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