Vereadores rompem acordo de líderes e clima esquenta na Câmara em Salvador

Após circular a informação que o colégio de líderes da Câmara de Salvador estabeleceu o dia 27 de março para analisar as contas do prefeito João Henrique (PP), referente ao exercício 2010, o clima azedou na sessão e nada foi votado. Segundo os líderes da oposição e do governo, Gilmar Santiago (PT) e Joceval Rodrigues (PPS), houve um descumprimento do entendimento no colégio de líderes e o vereador Carlos Muniz (PTN) iniciou um processo de questionar o acordo que culminou com a suspensão da votação de projetos não polêmicos de vereadores, programada para essa quarta-feira (6/3).

“Fizemos o acordo com 17 dos 20 líderes partidários presentes para que as contas de João Henrique fossem votadas no dia 27 de março e que fossem votados projetos não polêmicos dos vereadores. Descumpriram o acordo e não tem votação de nada. Temos que trazer todo o assunto para a pauta do colégio de líderes, mais uma vez”, lamentou o governista Joceval. Para ele, a falta de entendimento para que fossem votados projetos ontem aumenta a cobrança da sociedade sobre a atuação da Câmara. “A reunião foi, como os vereadores Pedrinho Pepê (PMDB) e Edvaldo Brito (PTB) falaram, para nada”, lamentou a liderança da maioria.

Gilmar Santiago também corrobora com a opinião de Joceval. “Acho que não foi legal o descumprimento do acordo, porque todo o esforço que foi feito pela manhã não adiantou”, criticou o petista. Para ele, a adição de um projeto do vereador Isnard Araújo (PR), em que ele propunha que o Colégio Militar fosse utilizado como parâmetro de equiparação para o ensino municipal, foi o estopim para uma série de intervenções, iniciada por Carlos Muniz. “O vereador pediu para discutir e questionou o que foi decidido pelo colégio de líderes, que teve a presença do líder do PTN, o vereador Toinho Carolino”, relatou Santiago.

Nos corredores da Câmara, entretanto, fala-se que o clima pesado de ontem ainda é reflexo da formação das comissões, quando Henrique Carballal (PT) não obteve êxito na eleição para a presidência da Comissão de Trânsito, Transportes e Serviços Públicos. “Muniz e Carballal estão sendo solidários um com o outro, e isso atrapalhou o andamento da Câmara. Tanto o governo quanto a oposição ficaram rachados, sem entendimento entre os membros da bancada”, avaliou um vereador. “O presidente da Câmara (Paulo Câmara) tem que chamar os líderes partidários para entrar numa fase mais efetiva de trabalho”, complementou outro.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 07 de março de 2013

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