Pelegrino admite eventual candidatura ao governo

Surpreso com a informação de que comunicou a amigos próximos a pretensão em ser candidato a governador em 2014, o deputado Nelson Pelegrino (PT) admitiu a hipótese nessa segunda-feira (18/2), em conversa com a Tribuna, mas como uma forma de aglutinar forças para a continuidade do projeto liderado pelo governador Jaques Wagner. “Temos que trabalhar para unir o partido, para que o partido tenha um nome forte. Se o meu nome for escolhido, eu não vejo problema”, desconversou o petista. Para ele, é preciso definir os rumos que o PT pretende assumir nos próximos meses na Bahia. Derrotado nas urnas em Salvador, Pelegrino cita os 47% dos votos na capital baiana e o histórico como um dos parlamentares mais votados da sigla para justificar as lembranças de correligionários e até mesmo da imprensa. “Meu nome foi lembrado para a sucessão do PT na Bahia também”, comenta o parlamentar.

Em meio a uma profusão de nomes dentro da base de apoio a Wagner, Pelegrino é menos enfático sobre a manutenção da liderança do projeto com o Partido dos Trabalhadores. “Nós somos o maior partido da Bahia, com 92 prefeitos, as maiores bancadas de deputados federais e estaduais e um senador, e temos legitimidade para continuar liderando o processo. Agora não é uma questão fechada. Quem quer apoio tem que aceitar dar apoio”, completa. O discurso é muito semelhante ao adotado por ele durante a pré-campanha eleitoral de 2012, quando o PCdoB retirou a candidatura de Alice Portugal para indicar Olívia Santana na chapa para a capital baiana.

Com o nome de Pelegrino, o PT crava a marca de sete pré-candidatos a governador, com os secretários Rui Costa (Casa Civil) e José Sérgio Gabrielli (Planejamento), o senador Walter Pinheiro, o prefeito de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes, e os ex-prefeitos Luiz Caetano (Camaçari) e Moema Gramacho (Lauro de Freitas). “Cada um deles tem um padrinho, então o meu é o Felipe Patury”, brincou Pelegrino, fazendo menção à maneira com que ficou sabendo da própria predisposição para candidatura ao governo. “Defendo que temos que definir quem é o candidato do PT num prazo raso. Quem tem quatro ou cinco candidatos não tem nenhum”, avisa o deputado. Por enquanto, não há a expectativa de uma definição sobre qual desses deve ser o candidato petista na briga pela indicação do projeto de governo.

Nos bastidores, entretanto, há a visualização de que o número grande de pré-candidatos petistas visa minar as articulações de outros possíveis candidatos da base.

*Publicado originalmente na Tribuna da Bahia de 19 de fevereiro de 2013. Reprodução autorizada desde que citada a origem da matéria.

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