Petistas divergem sobre novo trajeto do circuito Osmar

Carnaval de Salvador sem polêmicas é, no mínimo, raro. Nessa quinta-feira (14/2), depois da proposta de mudanças no circuito Osmar (Campo Grande) ser detalhada pela Prefeitura de Salvador, vereadores de oposição mostraram que divergir faz parte do processo democrático. Enquanto o líder do PT na Câmara de Salvador, Moisés Rocha, criticou duramente o projeto apresentado pelo prefeito ACM Neto, o petista Arnando Lessa rendeu elogios ao novo trajeto proposto pelo Palácio Thomé de Souza.

“Essa ideia é requentada. A única novidade é a inversão do trajeto. No ano passado, quando apresentaram pela primeira vez, ficou demonstrado que seria inviável partir do Campo Grande para a Castro Alves. É necessário frisar que precisamos repensar o Carnaval no Centro. Mas não é tirando ideias mirabolantes da cartola que vamos resolver”, afirmou Rocha. Para a liderança petista, qualquer projeto desse porte deve ser amplamente discutido com o Conselho da Cidade, com as entidades representativas do Carnaval e com a população. “Tem que haver viabilidade técnica e ser acompanhado por instituições como o Crea [Conselho Regional de Engenharia e Agronomia], por exemplo”, defendeu. Apesar de inicialmente contrário à proposição do governo, Rocha foi enfático ao indicar que o circuito do Campo Grande precisa ser revitalizado. 

Liderado de Moisés Rocha, entretanto, Lessa discorda quanto ao posicionamento inicial contrário à proposta do prefeito. “Eu acho que qualquer tentativa de mudança é bem-vinda, pois o circuito do Campo Grande está na UTI. O pulmão do Carnaval está esvaziado e abrir o debate é importante, com todos os segmentos envolvidos”, apontou Lessa, com a experiência de ter integrado o Conselho do Carnaval (ComCar) até dezembro do ano passado, como representante das entidades de bloco. “É importante revitalizar e dar importância não só ao circuito do Campo Grande, mas também ao Batatinha, no Pelourinho. É muito investimento público para um Carnaval sem a vitalidade que gostaríamos”, avaliou.

Mais cauteloso, o líder da oposição, Gilmar Santiago (PT), adota uma postura intermediária entre os correligionários. “Quando termina o Carnaval, se diz que vai se fazer amplas discussões sobre o modelo e no final só se discute no Carnaval seguinte. A discussão não deve se limitar aos trajetos, mas deve envolver vários aspectos da festa”.

*Publicado originalmente na Tribuna da Bahia de 15 de fevereiro de 2013. Reprodução autorizada desde que citada a origem da matéria.

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