Frente parlamentar é criada para defender a cacauicultura baiana

Produtores de cacau de todo o Brasil ganharam uma Frente Parlamentar no final do ano passado, pouco antes do recesso do Congresso Nacional, para lutar pelos interesses da tradicional cultura que, no passado, chegou a ser responsável por 50% da receita da Bahia. A informação é do presidente da frente, o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT), que elenca também alguns dos objetivos do grupo suprapartidário de parlamentares para auxiliar no soerguimento da cultura cacaueira na Bahia e em estados como Rondônia, Pará e Espírito Santo.

“A frente conta com mais de 200 parlamentares e vai discutir temas como o preço mínimo da arroba, a renegociação da dívida dos pequenos, médios e grandes produtores e a definição de um teto de 2% do faturamento para pagamento de encargos sociais, entre outras”, esclarece Félix Jr. De acordo com o deputado federal, após a crise do cacau, na década de 1980, mais de 250 mil pessoas ficaram desempregadas na região de Itabuna – polo da cultura no país – e o problema da fábrica da Azaléia, no mesmo espaço geográfico, pode agravar ainda mais as dificuldades enfrentadas pela população local. “O aumento da violência em Itabuna também é consequência disso”, cita.

Entre as medidas que devem ser discutidas na Frente Parlamentar, Félix Jr. comenta sobre a criação de um selo verde para a produção que atenda a condições especiais de responsabilidade socioambiental e a inserção de chocolate com percentual alto de cacau na merenda escolar e na ração militar. “Não falo do chocolate que pode causar cáries ou problemas de saúde”, brinca o parlamentar.

“A cultura do cacau é uma cultura preservacionista, pois pode conviver próximo à Mata Atlântica sem interferir demais na sua fauna e na sua flora”, destaca o deputado federal, ao justificar a adoção de um selo de qualidade para produtos que se baseiem na preservação ambiental. Segundo Félix Jr., foi realizada ano passado uma audiência que culminou com a proibição para a importação de cacau da Costa do Marfim por contaminação por insetos vivos e ela tornou-se embrionária para a formação da Frente Parlamentar.

“Queremos também a participação de pesquisadores e da sociedade para discutir o assunto e evitar que a cultura do cacau seja substituída pelo café ou pela pecuária, que exigem o desmatamento. Além do pedetista, compõem o agrupamento os deputados federais baianos José Carlos Araújo (PSD), Geraldo Simões (PT) e Paulo Magalhães (PSD) .

*Publicado originalmente na Tribuna da Bahia de 24 de janeiro de 2013. Reprodução autorizada desde que indicada a origem da matéria.

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