Retorno de Wagner aumenta tensão no secretariado

Expectativas de investimentos à parte, o retorno do governador Jaques Wagner após missão à China hoje movimenta o cenário político baiano com a volta da discussão sobre os “ajustes no secretariado”, prometida para após a incursão em terras chinesas. Mesmo sem admitir, parte dos titulares estaduais está receosa com os próprios futuros na máquina estadual. As mudanças, entretanto, não devem ser substanciais, conforme indicativo do próprio governador.

Wagner não estabeleceu um prazo específico, porém é possível que o anúncio dos ajustes aconteça nos primeiros dias depois do desembarque. “Prometo antes do final de janeiro. Mas [a reforma] é pontual. Eu estou no terceiro ano do segundo governo. Agora não é hora de ficar inventando. É hora de consolidar aquilo que foi projetado e, eventualmente, uma área ou outra que a gente considera que precisa ter uma alavancagem maior, ou um ajuste, uma distribuição melhor dentro do governo, isso acontece”, afirmou Wagner em entrevista à rádio Metrópole ainda na China.

Nos bastidores, entretanto, comentam-se algumas das mudanças analisadas pelo governador em conjunto com o conselho político, entre elas, a migração do atual secretário de Relações Institucionais (Serin), Cezar Lisboa, para a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), sem titular desde a desincompatibilização de Carlos Brasileiro, em março do ano passado.

A mudança na Serin e na Sedes é a citada com mais frequencia, porém outras pastas também teriam tido nomes sondados para substituição, como Cultura, atualmente com Albino Rubim, Educação, com Osvaldo Barreto, e Turismo, com Domingos Leonelli. Dessas três, apenas a vaga de Rubim chegou a ser cogitada para Juca Ferreira antes do mesmo assumir a secretaria municipal de São Paulo. Logo à época ocorreu o desmentido, o que não significa que os resultados na Cultura estejam satisfatórios.

Caso se confirme a saída de Lisboa para a Sedes, a vaga das Relações Institucionais teria como nome mais cotado o do atual líder do governo na Assembleia, deputado Zé Neto (PT), porém o indicativo que o governador não deseja dar espaço para virtuais candidatos em 2014 – a quaisquer que sejam os cargos – parece sepultar as chances de nomeação do parlamentar para o secretariado. Outro nome citado nessa discussão das vagas na Sedes e na Serin é da ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, mas a possível candidatura dela a deputada em 2014 reduz as chances de uma nomeação para um curto espaço de tempo.

Candidato derrotado à prefeitura de Candeias, Carlos Martins também está entre as apostas nos bastidores para retornar ao secretariado – foi titular da Fazenda até a desincompatibilização para a eleição do ano passado. O nome dele aparece como possível ocupante à secretaria de Relações Institucionais ou de Desenvolvimento Urbano. Esta última, entretanto, segundo informações da reportagem, possui um titular, Cícero Monteiro, que goza de prestígio junto ao governador para permanecer no primeiro escalão.

*Publicado originalmente na Tribuna da Bahia de 22 de janeiro de 2013

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