Líder da oposição classifica decretos como “factóides”

O conjunto de 39 decretos editados pelo prefeito ACM Neto (DEM) não passou em branco pela oposição. Em entrevista à Tribuna, a liderança oposicionista, Gilmar Santiago (PT), classificou os documentos como “factóides” e cópias de decretos da época em que José Serra assumiu a Prefeitura de São Paulo, em 2005. “Como dizem que nesse mundo nada mais se cria, tudo se copia, então creio que a fonte original desses decretos tenha origem lá em 2005 com o prefeito José Serra. Eu acho que os decretos, no geral, criam muito mais um factóide do que algo efetivo, que a gente possa dizer que vai resultar em alguma coisa”, apontou o petista.

Para Santiago, parte dos decretos apenas reedita a legislação atual, como a exigência de ficha limpa na administração municipal e o fim do nepotismo. “Tem um decreto também que unifica todas as contas da prefeitura, caixa único, que João Henrique fez isso também no início da gestão. Ele também está criando cerca de cinco conselhos e um deles chama atenção. Está previsto no PDDU o Conselho da Cidade, inclusive foi instalado no final da gestão de João Henrique, dando posse aos conselheiros e agora ele está criando outro Conselho da Cidade”, questionou o vereador.

Santiago admitiu ainda certa frustração com as medidas adotadas por Neto. “A minha expectativa era de que o prefeito, diante da crise que vivemos em Salvador, buscasse dialogar com as forças da sociedade. Eu acho que era interessante criar uma mesa de negociação com as principais entidades da sociedade civil, empresários, entidades representativas de movimentos sociais, e tentar buscar fazer um pacto em torno de questões muito concretas”, sugeriu o petista.

As críticas atingem ainda a transição de quase dois meses, coordenada pelo ex-governador Paulo Souto e que, segundo Santiago, deveria ser responsável pelos diagnósticos que agora cabem aos grupos de trabalho criados pelos decretos do Executivo. “Foram criados nove grupos de trabalho, grupos que, em média, têm dois, três, quatro meses, para apresentar um diagnóstico da situação do município em várias áreas. E aí fica a pergunta, a equipe de transição que era coordenada pelo governador Paulo Souto fez o quê exatamente na transição? Porque a expectativa era de que o prefeito já chegasse agora, logo no início da gestão, com medidas concretas dessa análise anterior que foi feita”, alfinetou o líder da oposição.

“Eu estou achando que essas medidas têm um caráter muito mais de criar, no imaginário da população, de que medidas efetivas estão sendo tomadas no sentido de arrumar as coisas”, concluiu.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 04 de janeiro de 2013

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