Albérico admite dificuldades com herança recebida

Manifestada a preocupação do prefeito ACM Neto com a situação financeira de Salvador, o secretário-chefe da Casa Civil, Albérico Mascarenhas, também apresentou uma visão pouco otimista diante do passivo herdado da administração anterior, comandada por João Henrique. Assim como Neto, Mascarenhas admitiu que medidas duras terão que ser tomadas para equilibrar a prefeitura em entrevista à rádio Metrópole. “Vamos ter que cortar na carne, onde realmente for possível”, lamentou, sem citar, por exemplo, o passivo semelhante deixado pelo ex-prefeito Antonio Imbassahy para o último prefeito João Henrique, eleito em 2004.

“A gente já sabia que a situação era difícil, mas os primeiros números são um pouco piores do que a gente imaginava. Por exemplo, R$ 300 milhões de restos a pagar, sem caixa”, relatou Mascarenhas. Entre as medidas iniciais, o titular da Casa Civil reiterou que as dívidas de exercícios anteriores passarão por uma revisão detalhada da secretaria da Fazenda, sem falar em moratória, repetindo o tom do prefeito. “Aquelas (dívidas) que forem justas, que forem devidas, que forem de prestações de serviços de pessoas que trabalharam, têm direito e vão receber. Mas nós vamos fazer uma auditoria profunda nelas e vamos começar a pagar”, apontou.

Segundo ele, as ações emergenciais passam pelos grupos de trabalho e comitês criados pelos decretos do Executivo para buscar recursos e reduzir despesas. “O remédio vai ser muito amargo, mas esse ano nós vamos ter que arrumar a casa até para que a prefeitura volte a ter a capacidade de investir e de buscar projetos. Esses cortes vão ser feitos, as secretarias de Fazenda e de Gestão já estão analisando cada contrato, cada despesa, para ver onde é que vai ser possível cortar”, informou Mascarenhas, que foi secretário estadual da Fazenda durante o governo Paulo Souto.

Durante a entrevista, o chefe da Casa Civil ressaltou ainda os papéis da pasta, que será responsável pela coordenação do planejamento estratégico que deve estabelecer metas e prazos para a administração municipal. “Nós vamos estabelecer metas para os próximos quatro anos de governo e cada secretário vai assinar um contrato se comprometendo com essas metas”, detalhou Mascarenhas.

Além de atuar na área de elaboração de projetos e capitação de recursos. “No final do ano, o prefeito se empenhou bastante para conseguir um recurso de R$ 151 milhões para tratamento de encostas, mas a prefeitura não tinha projetos. A gente conseguiu empenhar, temos até o dia 31 de março para apresentar o projeto e esse recurso deve chegar até o final do ano”, exemplificou.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 04 de janeiro de 2013

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