Composição da Câmara de Vereadores em Salvador depende de articulações

Terminada a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Salvador, os vereadores negociam nos bastidores a composição das comissões e também das bancadas de governo e de oposição, com a perspectiva de definição até a próxima semana. De acordo com o líder do governo, Joceval Rodrigues (PPS), ainda está acontecendo a negociação com as siglas que devem compor a base, porém, nos corredores, fala-se de numa maioria ampla favorável ao prefeito ACM Neto (DEM). “Estamos conversando, negociando, então não posso adiantar nada. A conversa com os partidos tem avançado, mas ainda estamos dialogando”, tangenciou Rodrigues.

De acordo com o resultado da eleição em outubro, a bancada de Neto começou com 16 vereadores das legendas que o apoiaram no pleito (PTN, DEM, PV, PSDB, PMDB e PPS), porém este número é crescente. Levantamento da reportagem aponta que, pelo menos, PP, PRB, PR e PSL já fizeram movimentos claros para integrar a base do novo prefeito na Câmara.

O progressista Orlando Palhinha afirmou fazer parte da bancada de governo e, com ele, o outro vereador do PP, Euvaldo Jorge. “Ainda não há uma definição do partido, mas eu e o vereador Euvaldo Jorge vamos compor a base”, adiantou Palhinha. No PRB, Tia Eron e Luís Carlos também seguem o mesmo caminho, assim como Isnard Araújo (PR). Segundo a própria Tia Eron, ela será uma das vice-líderes do governo no legislativo soteropolitano, o que confirma a adesão à base de Neto. A bancada de governo atinge então 21 vereadores, porém a expectativa é que, até o início das atividades legislativas, esse número cresça para 30 ou 31.

No encontro que o prefeito fez com os vereadores da base, quando foi definido o nome de Paulo Câmara (PSDB) para presidência da Câmara, José Trindade e Leandro Guerrilha, ambos do PSL, participaram e também tendem a compor a bancada de Neto. “Ainda não temos uma definição, mas estamos conversando com o prefeito”, indicou Guerrilha. O posicionamento, entretanto, é de maior proximidade com a base, mesmo que o partido se declare independente.

O PSC e PSD também são alvos de investidas do governo. Enquanto os social-cristãos Heber Santana e Alberto Braga têm uma relação mais próxima do DEM no âmbito estadual, o relacionamento do PSD com o governo da Bahia é o desafio para seduzir a sigla. Por hora, David Rios e Duda Sanches ficam independentes, bem como Odiosvaldo Vigas (PDT), Alemão (PRP), Cátia Rodrigues (PMN) e Edvaldo Brito (PTB).

O bloco da oposição cresce se comparado à legislatura anterior, porém ainda é uma minoria absoluta. PT, PCdoB e PSB somam juntos 11 vereadores e apenas esses devem figurar com opositores ao governo estadual – todos os demais integrariam a base. Dessa forma, na correlação do equilíbrio de forças, o governo alcança a maioria ampla.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 04 de janeiro de 2013

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