Eleição na Câmara de Vereadores ocorre com Mesa Diretora formada

Acontece nesta quarta-feira (2/1) a confirmação da eleição do vereador Paulo Câmara (PSDB) como presidente da Câmara de Salvador, após um longo processo de articulação. Com apoio da base do governo e dos partidos de oposição, Câmara se consolidou como única candidatura viável depois das retiradas de candidaturas de Alan Castro e Geraldo Jr. (PTN), Henrique Carballal (PT) e, finalmente, Carlos Muniz (PTN) – último a recuar e herdeiro da 1ª Vice-Presidência, com o cacife de vereador mais votado da capital baiana. Os demais cargos da mesa diretora foram compostos após consenso, porém o próprio Câmara alerta para precipitações. “Eu não posso falar como presidente. Ainda falta a eleição”, tangenciou o tucano.

A negociação entre governo e oposição garantiu equilíbrio para a composição, conforme adiantou Câmara. Além dele e de Muniz, Isnard Araújo (PR) e Fabíola Mansur (PSB) ficam com a 2ª e 3ª Vice-Presidência. Lessa (PT) atuará na 1ª Secretaria, Palhinha (PP) na segunda e Cátia Rodrigues (PMN) na terceira.

Fruto da articulação que, segundo informações de bastidores, causaram desconforto entre PT e PCdoB, os comunistas indicaram a vereadora Aladilce Souza para a Ouvidoria. Na Corregedoria do Legislativo soteropolitano, duas possibilidades ainda estavam em análise, o vereador Alberto Braga (PSC) ou o vereador Geraldo Jr. O próprio Braga apontou que a probabilidade dele assumir a função é pequena. “Deve ser o vereador Geraldo Jr.”, sugeriu o social-cristão.

“Acredito que o nosso papel seja resgatar a imagem da Casa junto aos soteropolitanos. É necessária a reinserção da Câmara nos contextos social, histórico e cultural da cidade, mantendo a interdependência entre os poderes Legislativo e Executivo”, indicou Câmara, que deve ser confirmado sem ressalvas para presidência. “Acho que não ficou nada pendente e vamos trabalhar para atender os anseios da cidade”, completou.

No mesmo tom, o líder do governo, Joceval Rodrigues (PPS), afirmou que ter havido um entendimento entre os integrantes da base, que caminha para ampliação. “Não vamos ter traumas. Posso adiantar que vamos alcançar uma ampla maioria, de forma muito tranquila”, apontou Joceval, sem adiantar quais partidos vão compor a bancada governista.

Nos corredores falava-se sobre a negociação para o PSC migrar para a bancada, porém o vereador Heber Santana, dirigente municipal da sigla, preferiu não falar sobre o assunto. “Pessoas próximas ao prefeito nos procuraram, mas ainda não conversei com ACM Neto”, indicou Santana.

Na oposição, o caminho é que, após a indicação de Fabíola Mansur, Lessa e Aladilce para a mesa diretora, o nome para a liderança seja do vereador Gilmar Santiago (PT), que não ratifica, mas também não desmente a proximidade da função.

“O PCdoB quer, o PSB quer e o PT quer, mas eu quero ser membro da Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente. Como sou homem de partido, então talvez tenha que aceitar o desafio”, adiantou Santiago. A definição das comissões, entretanto, deve acontecer apenas após a eleição da mesa diretora.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 02 de janeiro de 2012

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