Secretários terão que se afastar de atividades partidárias

Durante a apresentação oficial do primeiro escalão da prefeitura de Salvador, o prefeito eleito ACM Neto (DEM) também informou publicamente que as atividades de secretário serão incompatíveis com a atuação como dirigente partidário. A recomendação já havia sido feita em reservado com os três presidentes de partido que integram a equipe do democrata, José Carlos Aleluia (DEM), João Carlos Bacelar (PTN) e Ivanilson Gomes (PV). Portanto, 1º de janeiro começa com mudanças na administração municipal e também na direção de parte das siglas que apoiaram Neto ainda no 1º turno das eleições.

Segundo o correligionário do prefeito, o processo de transição dentro do Democratas deve ter o martelo batido no final de semana. A expectativa, segundo Aleluia, é de que na próxima segunda-feira a legenda tenha definido o nome que vai substituí-lo no comando. “Foi uma recomendação do prefeito ACM Neto, pois haveria um conflito de interesses ao ocupar uma secretaria e presidir um partido que faz oposição aos governos federal e estadual”, apontou ele, que assume a secretaria de Urbanismo e Transporte, pasta estratégica para as atividades da prefeitura, pois coordena áreas como mobilidade urbana e a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município.

De acordo com o ainda dirigente do DEM, alguns nomes estão em análise, inclusive de detentores de mandato nos legislativos estadual e federal ou de ex-parlamentares. Entre os nomes tradicionais do partido que estão fora do circuito político aparecem os ex-deputados Jorge Khoury, Luiz Carrera e Heraldo Rocha, que atualmente preside o diretório soteropolitano da sigla.

No caso do verde, que assume a secretaria de Cidade Sustentável, seu afastamento deve ser definitivo e, segundo o próprio, alguns nomes despontam como prováveis substitutos na presidência do PV. “Nós vamos nos reunir, pois temos grandes nomes no partido para continuar o trabalho, entre eles o próprio vereador Marcell (Moraes, de Salvador) e outros nomes que nós temos que podem certamente conduzir o partido nos próximos quatro ou oitos anos para frente”, afirmou Ivanilson Gomes ao site Sisal Notícias.

Procurado pela reportagem, o secretário João Carlos Bacelar (PTN), que continua na secretaria de Educação, não foi localizado para comentar a necessidade de repassar o comando da sigla para outro correligionário. Partido que mais ampliou o número de cadeiras no legislativo soteropolitano e com crescimento substancial no número de prefeituras, podem brigar pelo controle do PTN nomes como o irmão de Bacelar, Maurício de Tude, ex-candidato a prefeito em Camaçari, e o deputado estadual Carlos Geilson. A situação também pode enveredar para apaziguar a falta de entendimento dentro da bancada da sigla na Câmara de Vereadores de Salvador sobre o nome mais viável para candidatura à presidência da Casa.

*Publicado originalmente na Tribuna da Bahia de 15 e 16 de dezembro de 2012

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