Câmara terá 2 semanas para votar projeto de Neto e contas do prefeito

A Câmara de Vereadores de Salvador até programou uma reunião do colégio de líderes ontem – depois de adiá-la por causa da sessão regimental do Dia da Tuberculose e da celebração de Santa Bárbara -, porém a discussão sobre as matérias que aguardam votação deve voltar à tona apenas na próxima semana. Nem reunião de lideranças, nem sessão.

O Legislativo soteropolitano acabou vazio no mesmo dia em que treze vereadores voltaram a defender publicamente a rejeição das contas do prefeito João Henrique de 2009 e 2010 – que seguem sem análise da Casa e podem se somar às contas de 2011, que serão votadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) no próximo dia 13 de dezembro.

Oito vereadores compareceram à Câmara na sessão de ontem. Olívia Santana e Aladilce Souza (PCdoB), Alberto Braga (PSC), Alan Castro (PTN), Joceval Rodrigues (PPS) e Alcindo Anunciação, Marta Rodrigues e Vânia Galvão (PT). Nos bastidores, a bancada de oposição tratou a data como uma “encenação” do trabalho do Legislativo, que vive o embate entre os projetos do governo e a votação das contas do prefeito, rejeitadas pelo TCM, defendida pela oposição.

Do lado do governo, há o empenho para aprovar a Lei do Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (Louos), um trecho do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, batizado de PDDU da Copa, e a extensão da concessão da área do Aeroclube até 2056 – este último já desconsiderado como prioridade pelos governistas. Com o projeto de reforma administrativa apresentado pelo prefeito eleito, ACM Neto (DEM), a Câmara ganha ainda a atribuição de analisar a matéria na atual legislatura. Resultado: muitos projetos para votação até o final do ano e apenas duas quartas-feiras, dias tradicionais de votação, no calendário.

Procurado pela Tribuna, o líder do governo na Câmara, Téo Senna (PTC), alegou não ter acompanhado a reunião do colégio de líderes ou mesmo a sessão por estar se submetendo a exames médicos de rotina. “A minha previsão era terminar os exames pela manhã, porém tive que ficar até a tarde”, esquivou-se Senna. E ainda transferiu a responsabilidade da falta de atividades no Legislativo aos vice-líderes Geraldo Junior (PTN) e Dr. Pitangueira (PSD), que não deram prosseguimento às atividades normais. E, sem cerimônias, ele minimizou a não realização da sessão. “Semana que vem a gente faz a reunião do colégio de líderes e discute”, completou.

*Publicado originalmente na Tribuna da Bahia de 06 de dezembro de 2012

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