Impasse de contas de JH suspende sessão da Câmara

Em meio a uma discussão sobre a tentativa frustrada da oposição de inserir as contas do prefeito João Henrique na ordem do dia, a sessão da Câmara de Salvador acabou suspensa por falta de quorum na tarde de ontem. A previsão inicial era para que fossem votados projetos de vereadores, julgados como não polêmicos pelos edis, porém mesmo essas matérias ficaram impedidas de serem analisadas por ausência de quorum qualificado para a votação. Na pauta estavam projetos de concessão de títulos e renovação de utilidades públicas, conforme antecipou a Tribuna.

“Pensei que tínhamos feito um acordo para votar os projetos propostos pelos vereadores como concessão de título e outros projetos sem polêmicas, mas quando começou a sessão a vereadora Aladilce pediu preferência para as contas do prefeito”, reclamou o líder do governo, Téo Senna (PTC). Segundo ele, Aladilce Souza (PCdoB) acompanhou a verificação dos projetos dos vereadores que entrariam na ordem do dia e acatou a opção por votar apenas esse tipo de matéria. “Tinha um bom número de vereadores, mas eles se retiraram do plenário quando a vereadora tentou capitalizar politicamente o episódio”, afirmou Senna. A tensão entre governistas e oposicionistas ficou clara quando o número de vereadores presentes chegou a 13 e a sessão foi suspensa temporariamente – e depois em definitivo. Antes houve ainda um esforço para discutir os projetos previstos na pauta sem a preferência, porém não havia quorum suficiente para votar quaisquer tipos de matéria.

A comunista refuta a situação levantada por Senna como um acordo entre governo e oposição. De acordo com Aladilce, houve um entendimento inicial para que, na ausência do quorum qualificado, fossem votados apenas projetos não polêmicos, porém o número de vereadores no começo da sessão era superior a 28 edis. “Nessa circunstância, com quorum para votar as contas, prevalecia a decisão da reunião do colégio de líderes da semana passada, de votar as matérias que já estavam prontas. Ou seja, as contas do prefeito, que aguardam na Casa desde abril”, justificou a oposicionista. “Alguns vereadores disseram que era uma tentativa de capitalizar politicamente a situação, porém nós estávamos querendo aproveitar que tínhamos quorum para votar as contas”, sinalizou a comunista. A líder da oposição, Vânia Galvão (PT), não estava presente na Câmara e não foi encontrada para comentar o imbróglio.

Conselho da Cidade – Após demonstrar surpresa sobre a posse dos integrantes do Conselho da Cidade, programada inicialmente para ontem na Secretaria de Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag), o líder do governo na Câmara, Téo Senna, indicou que o secretário sugeriu um erro de informação sobre a instalação do órgão. “O secretário me ligou e disse que o que aconteceria era um ato administrativo, não a posse do Conselho da Cidade”, relatou Senna.

* Publicado originalmente na Tribuna da Bahia de 22 de novembro de 2012

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