Vereador tem pouca esperança de votar agora novos projetos de João Henrique

Os sete dias que se seguiram ao embate entre governo e oposição na Câmara Municipal de Salvador sobre a votação do conjunto de projetos enviados pelo Executivo não foram suficientes para um acordo entre os vereadores que integram a Casa.

A informação é do líder governista no Legislativo, Téo Senna (PTC), que não tem a expectativa de inserir na pauta de hoje os chamados “projetos polêmicos”, como são conhecidos aqueles que carecem de discussão pelos parlamentares antes de serem levados ao Plenário.

“Se houver votação, será apenas de projetos como de utilidade pública ou de concessões de títulos”, afirma Senna. Além das mensagens encaminhadas pelo Palácio Thomé de Souza, aguardam ainda por votação da Câmara as contas relativas aos anos de 2009 e 2010 do prefeito João Henrique, que também seguem sem previsão de votação.

“Como hoje (ontem) foi ponto facultativo no município, não aconteceu a reunião do colégio de líderes, quando poderia acontecer um acordo. Amanhã (hoje) entrarei em contato com a líder da oposição, Vânia Galvão, para tentar chegar a um acordo, porém não tenho a expectativa de que haja votação dos projetos do Executivo”, relata o governista.

Na última semana, a programação proposta por Senna incluía três projetos encaminhados por João Henrique – a Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (Louos), o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do entorno da Fonte Nova (conhecido como PDDU da Copa) e a extensão da concessão da área do Aeroclube até 2056. A oposição tentava votar apenas as contas do prefeito, o que provocou a animosidade que culminou com a falta de quorum na quarta-feira.

Para a vice-líder da oposição, Aladilce Souza (PCdoB), a perspectiva do colega de Legislativo governista de que não acontecerá votação de projetos polêmicos deve se concretizar. “Já vínhamos votando projetos de utilidade pública e concessões de título há 15 dias, quando fomos surpreendidos pelos projetos do Executivo. Como não houve reunião do colégio de líderes, não temos um acordo para a votação”, comenta a comunista.

“Agora, como o governo tem maioria na Câmara, ele pode votar o que quiser, sem acordo, como já fez antes. A única coisa que está pronta para a votação são as contas do prefeito”, provocou Aladilce. Procurada pela reportagem, a líder da oposição, Vânia Galvão (PT), não foi localizada para falar sobre o assunto.

* Publicado originalmente na Tribuna da Bahia de 21 de novembro de 2012

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