Aumenta a pressão para que vereadores votem contas do prefeito João Henrique

Sem mobilização para que as contas referentes ao exercício 2010 do prefeito João Henrique sejam votadas na Câmara de Vereadores, os edis devem ganhar a partir de segunda-feira (12) um novo fator para pressionar a análise dos documentos, as contas de 2009, suspensas judicialmente e que chegaram à Comissão de Finanças do Legislativo soteropolitano apenas na última semana. De acordo com o presidente do comitê, vereador Sandoval Guimarães (PMDB), uma audiência foi convocada para apresentar o parecer, com a expectativa de que os vereadores apreciem se o acompanham ou não no próprio encontro. A pressão é ainda maior após uma declaração do prefeito eleito ACM Neto (DEM) indicando que o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios deve ser seguido pela Câmara. “Se as contas foram rejeitadas pelo TCM não deveria ter possibilidade de reavaliação pela Câmara de Vereadores”, destacou o democrata.

“Comecei a analisar e devo terminar o parecer amanhã (hoje), analisando comparativamente as contas de 2010, que já emite um parecer acompanhando a rejeição pelo Tribunal de Contas dos Municípios, e as de 2009”, relatou o peemedebista à Tribuna. Segundo Sandoval, a perspectiva inicial dele é que os pares acompanhem a análise técnica das contas que têm sido objeto de estudos dele.

“Assim como as contas de 2010, estou fazendo o parecer técnico, com o apoio de pessoas da área, no mesmo padrão de 2009”, indicou. Nas entrelinhas, há uma tendência para que os documentos atualmente sob análise do presidente da Comissão de Finanças tenham o mesmo destino das contas que aguardam há mais de seis meses, na Câmara de Salvador, a reprovação. Para ele, ambas as contas devem ser votadas na atual legislatura.

Apesar do otimismo de Sandoval, de acordo com o líder do governo na Casa, Téo Senna (PTC), ainda não há mobilização para que as contas de 2010, que estão desde março com o parecer emitido pela Comissão de Finanças. “A reunião do colégio de líderes prevista para ontem não aconteceu porque os vereadores pediram para adiar por causa do prazo para a prestação de contas de campanha. Vamos ver na próxima semana, pois ainda não está como preferencial”, admitiu o governista. Sobre o sentimento dos vereadores para aprovação ou rejeição das contas, Senna foi cauteloso. “Esse pós-eleitoral é complicado, muita gente perdeu, então é difícil fazer um prognóstico”, avaliou o líder de João Henrique, apontado por vereadores da oposição como um dos responsáveis pela lentidão com que tramita as contas de 2010.

Aladilce Souza (PCdoB) mantém a voz ativa para que as contas sejam apreciadas o quanto antes. “Não vejo nenhuma disposição, nenhuma discussão, nenhum gesto da bancada do prefeito para que as contas sejam votadas. Eles estão caminhando para votar as contas de 2010 e de 2009 juntas”, criticou.

* Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 08 de novembro de 2012

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