Vereadores rebatem críticas de Otto

As críticas disparadas pelo vice-governador, Otto Alencar (PSD), à Câmara de Vereadores de Salvador por não votar as contas de 2009 e 2010 do prefeito João Henrique provocaram reações inflamadas do líder do governo no Legislativo municipal, Téo Senna (PTC).

“As contas de 2009 são R$ 48 milhões por dispensa de licitação. Ele gastou mais do que a Câmara de Vereadores autorizou e foram vários atos de improbidade administrativa e de irregularidades cometidas pelo prefeito e que a Câmara, conhecendo todos esses atos, nunca tomou a iniciativa de convocar o prefeito para explicar isso. De fazer até uma CPI para investigar por que duas contas foram rejeitadas”, citou o vice-governador.

De acordo com Téo Senna, Alencar “deveria estar mais preocupado em orientar o governo Wagner, que tem tido problemas no relacionamento com os servidores, a exemplo dos professores”. “Ele foi um grande governador, poderia orientar o governador agora como vice”, provocou Senna. “O ferry-boat é uma vergonha. Ele como secretário não consegue resolver o problema. No sábado mesmo, eu voltei da Ilha às 21h e só consegui chegar em casa às 3h”, citou o líder do governo JH.

Senna foi ainda mais incisivo quando defendeu a atuação da Câmara sobre as contas do prefeito. “A Câmara não julgou porque estava tramitando dentro das comissões. As contas de 2010 não foram votadas com urgência urgentíssima por se tratar de um período eleitoral e as de 2009 chegaram recentemente à Câmara, não tinha como votar”, justificou o governista. “Avaliar o governo João Henrique no final é fácil. Até porque todas as obras pontuais realizadas em Salvador pelo governo do Estado vieram do governo Paulo Souto”, alfinetou, citando a Via Expressa como um exemplo de obra capitalizada pela atual administração estadual, mas que teria sido uma conquista do ex-governador do antigo PFL.

Com tom mais moderado, o presidente do Legislativo municipal, Pedro Godinho (PMDB), também respondeu às críticas do vice-governador. “As contas estão realmente na Câmara, mas as de 2010 não houve consenso para votá-las em ano eleitoral. Já as de 2009 não têm um mês na Câmara, não houve tempo para analisá-las”, defendeu Godinho, que prometeu empenho para a votação dos exercícios do Executivo. “As contas serão apreciadas até o final dessa Legislatura”, assegurou.

* Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 06 de novembro de 2012
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