Urnas tiram veteranos da Câmara

Ampliada a renovação para mais de 50% dos detentores de mandatos na Câmara de Vereadores de Salvador, as urnas trouxeram algumas surpresas para os edis que buscavam a reeleição ou tentavam retornar ao Legislativo soteropolitano depois de alguns anos.

O destino trouxe poucas benesses, inclusive, para três lideranças da atual legislatura, deixando o presidente da Câmara, Pedro Godinho (PMDB), a líder da oposição, Vânia Galvão (PT), e o líder do governo, Téo Senna (PTC), longe de mandatos a partir de 1º de janeiro.

Para Godinho e Vânia, entretanto, resta a chance de assumir as vagas como primeiros suplentes, caso algum dos eleitos faça outra opção que não a atividade legislativa. Sem atingir o coeficiente necessário, o partido de Senna ficará sem representante nos próximos quatro anos no Paço.

Mas as urnas não foram ingratas apenas para as lideranças da Câmara. Deram adeus às cadeiras Alcindo da Anunciação (PT), Batista Neves (PMDB), Dr. Giovanni Barreto (PT), Dr. Pitangueira (PSD), Edson da União (PSD), Gilberto José (PDT), Jorge Jambeiro (PP), Lau (PP), Marta Rodrigues (PT) e Sandoval Guimarães (PMDB). Ainda ficaram fora Léo Kret (PR), TC Mustafá (PTdoB), Sabá (PRB), Paulo Magalhães Júnior (PSC), cada um na primeira suplência das respectivas coligações, um alento se comparado aos companheiros de Legislativo.

Há ainda aqueles que não tentaram a reeleição, mas que, de alguma forma, lograram êxito nas próprias empreitadas. Adriano Meirelles (PR) disputou a vice-prefeitura de Cairu e acabou eleito. Everaldo Bispo (PMDB) mostrou que o tino político pode ser transmitido para a família, elegendo o filho, Kiki Bispo (PTN).

Situação similar aconteceu com Pastor Luciano (PMN), que acreditou na eleição de Jânio Natal em Porto Seguro para herdar a vaga de deputado federal e acabou emplacando a mulher, Catia Rodrigues (PMN). Com expectativa sobre o futuro das eleições 2012 restou apenas a vereadora Olívia Santana (PCdoB), candidata a vice na chapa de Nelson Pelegrino (PT), que disputa o segundo turno na capital baiana. Andrea Mendonça (PV) foi a única vereadora que não tentou, direta ou indiretamente, participar da corrida eleitoral 2012 e deve ficar afastada do cenário político.

Na conta dos que tentaram retornar ao Legislativo, Javier Alfaya (PCdoB) e Bassuma (PMDB) também não tiveram sorte nas urnas. O comunista, eleito vereador no início da década de 1990, ficou apenas na segunda suplência do PCdoB, que fez dois vereadores baseado no coeficiente partidário – os eleitos não estavam entre os 43 mais votados. Já Bassuma, que iniciou a carreira política em 1996 na Câmara de Salvador, ficou na segunda suplência também, mas com uma votação mais expressiva, quase o dobro de Alfaya. Ambos combinam, porém, com as chances remotas de assumir o mandato.

* Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 09 de outubro de 2012

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