Wagner traça mapa eleitoral da Bahia

“Foi uma eleição de paz”, resumiu o governador Jaques Wagner em entrevista coletiva à imprensa logo após a definição do resultado das eleições nas principais cidades da Bahia, nesse domingo (7/10).

Na avaliação do chefe do Executivo baiano, “o resultado foi dentro do esperado, com mais de 320 prefeitos eleitos dentro da base aliada”. “A decisão da eleição é do povo. A população decide por alguns fatores que a gente não determina. Tem paixão, tem gestão, tem projeto”, afirmou Wagner, não esboçando qualquer surpresa com relação ao final da apuração das urnas nos colégios eleitorais mais importantes do estado, como Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista.

“Chegamos no segundo turno em Salvador praticamente empatados os candidatos do DEM e do PT. Em Feira de Santana aconteceu o que já era esperado, com a vitória do DEM no primeiro turno”, citou o governador, comentando ainda sobre os resultados em cidades como Camaçari e Lauro de Freitas.

No caso da Princesa do Sertão, o governador chegou a palpitar durante o dia que poderiam haver surpresas com a aberturas das urnas, porém o resultado acabou confirmando as tendências apontadas nas pesquisas eleitorais, com o candidato Zé Ronaldo (DEM) vencendo as eleições na primeira etapa.

“Achei que o ambiente em Feira era favorável, mas o resultado foi diferente. De qualquer forma, o nosso candidato fez uma pontuação boa para 2016”, antecipou Wagner. “A eleição municipal é uma coisa muito local. É claro que ter mais prefeitos deve se sair melhor em 2014”, previu o governador.

Sobre a eleição na capital, o chefe do Palácio de Ondina prometeu que vai participar mais ativamente do segundo turno, confirmado entre ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT), pois os esforços agora ficam concentrados numa única cidade.

“Eu participei da campanha em 30 ou 40 cidades e agora vou entrar mais, já que o segundo turno acontece apenas em Salvador. O governador tem que continuar a governar”, completou Wagner, num tom descontraído. “Seguramente vou participar mais da campanha e vou convidar o presidente Lula e a presidenta Dilma para participar também. A presidenta, temos que verificar a agenda, pois são muitos candidatos numa situação similar a de Nelson”, indicou.

A participação dele, inclusive, vai ser em torno da busca por novas alianças com os candidatos que ficaram fora da segunda etapa das eleições. “Há uma proximidade com alguns partidos e eu vou ajudar. O PMDB e o PRB, que fazem parte da base aliada, devem vir para o nosso apoio. O segundo turno vai ser disputado entre o nosso projeto e o projeto do DEM. Agora a decisão vai ser de cada partido”, complementa o governador. “Vou trabalhar para que o meu candidato seja eleito”, prometeu.

“Todas as eleições geram risos e choros. O balanço dessa eleição é de alegria”, relatou Wagner.

* Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 08 de outubro de 2012

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