ACM Neto quer desconstruir projeto do PT

A contagem regressiva para as urnas começa a apertar o passo e os candidatos aceleram o ritmo das campanhas para atingir o máximo de eleitores possível. Sem previsão para a chegada de visitantes ilustres como o ex-presidente Lula, ACM Neto (DEM) não prevê alterações significativas para os instantes finais que antecedem o 07 de outubro. “Vamos continuar fazendo uma campanha mostrando que temos a melhor proposta para Salvador e que a cidade não quer cometer os mesmos erros do passado”, disse.

De certo, a depender do cenário nos instantes finais, é previsível que haja um acirramento das disputas entre DEM e PT, que aparecem em primeiro e segundo colocados nas pesquisas de intenção de voto até então. Segundo ACM Neto, a estratégia até o pleito será desconstruir projetos e propostas apresentados pelo principal adversário, Nelson Pelegrino (PT). “Vamos também desconstruir essa tese do alinhamento político, já que o PT está no poder há seis anos e ocupou várias secretarias na primeira gestão de João Henrique e o resultado está ai: greve história dos professores, aumento vertiginoso da violência, caos na saúde e o metrô que nunca sai”, aponta o candidato do DEM.

Outra tese que o democrata promete atacar é o alinhamento entre governos federal, estadual e municipal. “90% das verbas do governo federal para Salvador são ‘carimbadas’, ou seja, independentemente de quem seja o prefeito, o dinheiro vai chegar”, assegura o prefeiturável, que destaca o caso do atual governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que foi o melhor prefeito do país, quando administrou Curitiba, estando em campos políticos opostos ao do governador e do presidente.

Para o candidato, que têm a expectativa de receber o apoio em Salvador do senador Aécio Neves (MG), uma das principais lideranças do PSDB no Brasil, a presença do ex-presidente na capital baiana não representa uma ameaça. “É natural a vinda do presidente Lula. Todo mundo sabe que o ex-presidente vai apoiar o candidato do PT na cidade. Seria estranho se era se ele não viesse”, sugere ACM Neto.

O candidato do PMDB, Mário Kertész, não considera as participações de Lula ou Aécio significativas no cenário municipal. “Acho válido que Lula aproveite a vinda a Salvador para dar um esclarecimento sobre a promessa que ele fez em agosto de 2010 aos barraqueiros da Orla, dizendo que dali a 30 dias resolveria o problema”, alfineta o peemedebista, que promete acirrar o debate sobre a cidade. Quanto à participação de Michel Temer, o medalhão do PMDB que atuou na construção da campanha de Kertész, ele afirmou não julgar imprescindível. “Se achasse necessário, Temer viria com certeza, como fez na prévia da convenção, realizando um evento aqui para declarar apoio incondicional à minha candidatura”, indica.

* Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 14 de setembro de 2012

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