Campanha começa e traz junto os pedidos de direito de resposta

O horário eleitoral gratuito está nos primeiros dias e as batalhas jurídicas entre os adversários tomaram corpo já na estreia. Segundo o advogado da coligação liderada por ACM Neto (DEM), Ademir Ismerim, o programa apresentado no primeiro dia pelos postulantes à Câmara ligados ao candidato Nelson Pelegrino (PT) possui “vários problemas”, resultando no primeiro processo judicial solicitando direito de resposta.

“A legislação proíbe a participação de candidatos da majoritária na propaganda eleitoral das proporcionais e tanto o candidato quanto a vice participaram do programa dos vereadores pedindo votos para os candidatos a vereador. Nós entendemos que foi uma invasão do tempo das proporcionais”, relatou Ismerim à Tribuna.

Um outro problema, de acordo com o advogado, foi o texto utilizado ao final do programa do PR, com uma chamada em tom de “chacota”, na classificação do DEM. “Eles colocaram: ‘Vem aí, o programa da turma que estava com a prefeitura e deixou Salvador abandonada’. E começava o programa do DEM”, apontou. A expectativa da coligação é obter o direito de resposta à acusação, bem como a supressão, no bloco da majoritária, do tempo em que Pelegrino e Olívia Santana (PCdoB) apareceram no programa da proporcional.

Outro aspecto abordado por Ismerim na petição à Justiça Eleitoral é para que deixem de ser veiculadas as cenas de obras como a Fonte Nova e o Hospital do Subúrbio nas inserções. “No programa de bloco essas cenas são permitidas, porém nas inserções não. É uma reprodução da propaganda do governo do estado”.

A campanha de Pelegrino deve ainda enfrentar uma batalha na Assembleia Legislativa. O deputado Elmar Nascimento (PR), dissidente da legenda que apoia o PT, acusou o governo do estado de favorecer o petista com o direcionamento de uma licitação de R$ 30 milhões para asfaltar avenidas e ruas da cidade. “O governo levou seis anos sem investir em nada em Salvador. Agora, às vésperas das eleições, quer dar um banho de asfalto na cidade, com um edital imoral, ilegal e feito sob medida para ludibriar o processo eleitoral.”

* Matéria publicada originalmente na Tribuna da Bahia do dia 22 de agosto de 2012

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