Guarda e PM vão atuar na segurança dos postos de saúde

Alvo de críticas dos profissionais da área de saúde, a segurança nas unidades deve melhorar nos próximos meses, de acordo com a perspectiva do secretário municipal de Saúde, José Antonio Rodrigues. Em entrevista à rádio CBN, Rodrigues apontou que há a expectativa de que a Guarda Municipal passe a atuar mais ativamente na proteção dos postos e unidades de saúde da família. “Onde temos esses problemas alinhamos a Guarda com a PM para ter um policiamento mais ostensivo. A Prefeitura está junto ao TCM para mudar a estrutura da Guarda. Ocorre que há uma pendência desde que foi criada a Guarda, pois não se pode contratar uma vigilância patrimonial”, explicou.

Além da parceria com a Polícia Militar, o secretário sinalizou a importância do envolvimento da comunidade para o bom funcionamento dos postos, inclusive no setor de segurança. Segundo Rodrigues, há uma incidência maior de violência nas unidades mais próximas do centro da cidade, uma das justificativas apontadas por entidades de classe para que profissionais da área de saúde aprovados em concursos optem por não pertencer ao quadro funcional do município. “Há pouca adesão porque temos poucos médicos. São 62 médicos do Provab e a ideia é ter edital a cada ano para a residência médica. Há três semanas convocamos 106 médicos por concurso. O prazo venceu e não tivemos adesão de 50%. Vamos necessitar de políticas de incentivo para garantir a nossa assistência”, avaliou o titular da Saúde na capital baiana.

Para Rodrigues, programas como o Mais Médicos e o de Valorização da Atenção Básica (Provab) são importantes para reduzir o déficit de médicos nos postos. De acordo com ele, a cada 10 médicos convocados por meio de concurso público, apenas quatro tomam posse – o recém-criado Mais Médicos do governo federal disponibilizou 21 profissionais para atuar em Salvador.

Há nove meses na secretaria, Rodrigues conseguiu fazer um panorama geral sobre as condições da pasta antes da sua chegada. Na opinião dele, a descontinuidade da gestão na pasta nos últimos anos foi o maior problema do setor. “Isso afetou o ímpeto das pessoas e comprometeu a representatividade. Associo a descontinuidade ao processo de desorganização da secretaria e a falta de credibilidade dos serviços”, avaliou o titular.

De acordo com ele, a pasta administra atualmente uma dívida de cerca de R$ 150 milhões, mas já conseguiu levar melhorias para as unidades de saúde. “Teremos novas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), expansão do serviço móvel, melhorias na atenção básica com novas equipes de Saúde da Família, instalação dos primeiros Multicentros e a ideia é atender a grande demanda da população, que é a busca por exames especializados. Vamos ter mutirões para minimizar essas demandas. Até março de 2014 serão 90 postos de saúde requalificados e instalados”, antecipou.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 04 de outubro de 2013

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