Agripino diz que harmonia de ACM Neto com Wagner acaba nas eleições

De passagem por Salvador, acompanhando o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), afirmou que a boa relação entre o prefeito da capital baiana, ACM Neto (DEM), e o governo federal tem um prazo de validade. “Ele (ACM Neto) vai ser membro de um palanque em cima da eleição. Ele terá que fazer a sua opção. Ele está construindo o seu governo, está montando os convênios. A opção que ele tomar, que ele sempre tomou, será clara, o discurso que ele vai tomar vai ser claro”, aponta o senador potiguar.

Porém, Agripino Maia antecipa que o prefeito não vai partir para o franco ataque. “Ninguém espere que ACM Neto vai chegar no palanque para desancar com desaforo quem quer que seja, muito menos a presidenta da República se ela vier a ajudar como está prometendo a cidade de Salvador”, afirmou o dirigente democrata, sinalizando que pode haver um revés na relação até mesmo antes da eleição de 2014. Na opinião dele, a administração de ACM Neto será a grande vitrine do partido nas eleições futuras. “Eu não tenho dúvidas de que ele vai prestigiar o capital privado e não tendo recursos para fazer uma obra com dinheiro público, mas onde haja interesse do capital privado, numa parceria público-privada, numa concessão, ele não hesitará, como o governo federal está fazendo”, provoca o oposicionista ao governo federal.

Na avaliação do dirigente, há uma justificativa simples para as boas relações entre o prefeito do DEM e os governos federal e estadual, liderados pelo PT. “O dinheiro não é de Dilma Rousseff, não é de Lula, não é do PT. O dinheiro é do contribuinte brasileiro. É obrigação do prefeito agir com civilidade e com maturidade no trato com o dono da parte do leão dos recursos públicos, que é a União. Assim ocorre com prefeitos de todos os partidos”, argumenta Agripino Maia. Segundo ele, entretanto, “na hora de você votar, você tem a sua opção, na hora de você governar, você tem que atender aquilo que é a expectativa da população”. “Manda a experiência, manda a burocrática política você ter uma boa relação com o governo federal e com o governo estadual, que é do PT e que abriu uma ponte para o diálogo franco com a presidente Dilma”, completou o democrata.

Sobre a eleição no plano estadual, o dirigente nacional do DEM ressaltou que é necessário que as forças de oposição ao governo da Bahia se mantenham unidas até o pleito, sem citar nominalmente, todavia, os partidos. “Unidos nós temos chance de ganhar a eleição, até porque a força do governo é natural, ela por si só já fala, mas eles também têm divergências e as unidades que fazem hoje a base de Wagner não vão chegar unidas. A eleição presidencial vai provocar fraturas dentro da base de sustentação do próprio governo”, defendeu Agripino Maia.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 21 e 22 de setembro de 2013

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