PDT nega tensão com pré-candidatura de Marcelo Nilo ao governo do Estado

Mesmo confirmada por fontes em contato com a Tribuna, a informação de que parte da bancada federal está descontente com os rumos do PDT e da candidatura do deputado estadual Marcelo Nilo a governador em 2014 foi negada pelo presidente estadual da sigla, Alexandre Brust. Para ele, não existe qualquer tensão na relação entre os parlamentares, pelo contrário, há um acordo para cessão dos espaços da legenda para Nilo. Brust, no entanto, especula que o descontentamento vem do deputado federal Félix Mendonça Jr. Segundo o dirigente, a informação “tem o DNA de Félix Jr.”.

“Essa questão de tempo de televisão e rádio foi decidida entre Marcelo Nilo e os deputados. Todos concordaram em ceder o tempo para viabilizar a candidatura dele no primeiro semestre e agora, no segundo semestre, o deputado Félix Jr. se recusou a ceder o espaço. Um direito dele”, relata Brust. “Em princípio, a candidatura de Marcelo Nilo não causa discórdia, porque ele é o candidato do PDT, inclusive foi lançado pelo presidente nacional, Carlos Lupi. Não existe problema algum”, frisou o presidente.

Salientando não haver qualquer tendência a debandada de parlamentares – com exceção de Marcos Medrado, que já anunciou a migração para o Solidariedade –, Brust critica, indiretamente, aqueles que falam em trocar de legenda. “A ideologia do PDT é muito mais forte do que os nossos militantes e os nossos filiados”, alfinetou. Segundo ele, inclusive, o deputado federal Oziel Oliveira rechaçou a hipótese de sair da sigla em conversas recentes. “Oziel disse a mim, disse a Marcelo (Nilo) e ao presidente (Carlos) Lupi que não sairia”, ponderou.

Citado como insurgente, o deputado Félix Jr. não escondeu certo nível de insatisfação com o PDT. “O partido é muito governista e segue orientação dos deputados estaduais e esquece dos federais. O PDT está com o DNA governista, seja qual governo for”, reclamou o parlamentar, ironizando o termo da genética empregado por Brust. “Quem contribui para questões como o tempo de televisão são os deputados federais e eles deviam ter mais voz próximo à direção nacional”, defendeu, deslocando a queixa para o diretório nacional do partido. Na opinião do deputado, a bancada de parlamentares baianos na Câmara não comunga com a posição do partido, de adesão aos governos, independentemente da instância.

Procurado pela reportagem, o deputado estadual e pré-candidato pedetista ao governo do estado, Marcelo Nilo, minimizou a polêmica envolvendo seu nome, porém se disse surpreso. “Não nego que tomei um susto quando li a matéria. Minha candidatura no PDT é unânime e por não saber quem discorda não posso responder. Não conheço ninguém dentro do PDT que não concorde com minha candidatura”, assegurou.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 17 de setembro de 2013

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