Candidatura de Nilo causa discórdia no PDT

Tida como consolidada pela direção estadual do PDT na Bahia, a pré-candidatura do deputado estadual Marcelo Nilo (PDT) ao governo do estado tem causado desconforto para outros integrantes da sigla. Tanto que há informações ainda não confirmadas de que parte da bancada pedetista na Câmara Federal deve aproveitar a janela partidária criada a partir da criação de três novas siglas – PROS, já criado, e Solidariedade e Sustentabilidade, ainda em processo – para deixar a legenda, conforme circula na imprensa desde a semana passada. A principal reclamação, segundo informações de bastidores, é o excesso de espaço concedido ao presidente da Assembleia Legislativa em detrimento a outros detentores de mandato pelo PDT.

“O tempo de televisão do partido foi todo para Marcelo Nilo. Há um esforço grande para que ele seja candidato, mas ele não assume como candidato. O PDT não pode ser apenas Marcelo Nilo. Tem que ter outros também”, reclama um interlocutor em reservado. A crítica é ancorada nas recentes inserções da sigla e também na negociação com os demais partidos que compõem a base de apoio ao governador Jaques Wagner. De acordo com pessoas próximas a pedetistas, a queixa mais proeminente é o receio que Nilo utilize a legenda como moeda de negociação para uma vaga na majoritária sem contrapartida para a sigla – até mesmo o presidente estadual da legenda, Alexandre Brust, não teria obtido sucesso em negar o espaço ao deputado estadual sob a justificativa de ser importante para o PDT a vaga de vice-governador, conforme apontam as especulações do cenário político.

Enquanto Nilo segue sua peregrinação pelo interior, reafirmando o seu esforço em viabilizar a própria candidatura ao Palácio de Ondina – apenas com o aval do governador Jaques Wagner, frisa -, tanto o chefe do Executivo quanto as lideranças do PT sugerem que a prevalência para encabeçar a sucessão estadual é para um petista, restringindo as possibilidades de uma candidatura fora do núcleo de quatro pré-candidatos da sigla. “Não dá para o PDT ficar esperando a definição de Marcelo Nilo, cedendo o tempo de televisão para ele negociar com o governador”, reclama um interlocutor. Apesar de não falarem abertamente, os insatisfeitos ponderam que o partido não pode ficar à mercê do interesse pessoal de Nilo – que reiteradas vezes fala sobre o sonho de criança em ser governador, sem fincar o próprio nome como uma opção no estado, independente da escolha de Wagner.

Herdeira – Para reforçar o empenho em ser candidato ao Palácio de Ondina, o deputado Marcelo Nilo teria apresentado a filha, Renata Nilo, como comprovação de que não há interesse em disputar a reeleição. Nos bastidores, no entanto, começou a circular informações de que a base eleitoral dele não recebeu bem a informação. Como ainda faltam quase 13 meses para a eleição, muita coisa pode mudar até lá.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 16 de setembro de 2013

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