Lídice afirma que sairá candidata independente de Eduardo Campos

Eleita senadora na chapa majoritária que garantiu a permanência do governador Jaques Wagner (PT) no Palácio de Ondina, Lídice da Mata (PSB) começa a dar contornos de que a candidatura dela à sucessão do petista pode ser a oportunidade esperada pelos socialistas para agregar a base de apoio do governador Jaques Wagner em 2014.
Nessa segunda-feira (13/5), em entrevista à rádio Tudo FM, Lídice reafirmou a perspectiva de uma candidatura do PSB como cabeça de chapa no próximo ano, independente do posicionamento do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, apresentado como postulante à ascensão ao Palácio do Planalto. No bojo das articulações, a candidatura dela, antecipada pela Tribuna, sinaliza que “o governador tem o compromisso em aceitar que outros partidos coloquem os seus nomes e sejam tratados igualmente em relação aos nomes do PT”.

“Nós, o PSB, temos um sonho de ter um candidato ao governo da Bahia, e esse sonho nesse momento se expressa numa candidatura minha”, afirmou a senadora, num tom em que demonstra certa estranheza do PT em tentar angariar as principais fatias dos projetos eleitorais liderados pelo partido, mas composto por uma “frente política” de suporte. Apesar de negar que haja qualquer relação de apoios trocados, Lídice ressaltou que, em diversos momentos, abriu mão de candidaturas em prol de candidatos do PT e que 2014 pode significar um novo momento político para a Bahia, com a ascensão de uma primeira mulher ao comando do Executivo estadual. Neste contexto, a socialista frisou que vai lutar para angariar apoios “tanto do governador, quanto dos outros partidos, das outras forças que fazem parte da base”.

A análise de Lídice de que o governador possui uma postura mais flexível com relação ao nome que pode vir a sucedê-lo no comando da Bahia foi feita logo após Wagner declarar, à revista Veja, que “é melhor entregar para um aliado do que perder para um adversário ou um ex-aliado”. Segundo a senadora, o titular do Executivo baiano sinaliza que não necessariamente seu sucessor será um integrante do PT – ainda que o próprio Wagner tenha apontado certa preferência por um correligionário, cujas apostas estão divididas entre Rui Costa, José Sérgio Gabrielli, Walter Pinheiro e Luiz Caetano. “Certamente a sua importância política (de Wagner) é esta: do governador do maior estado que o PT governa, com vitórias acumuladas e com a sua capacidade de liderança e articulação política nacional”, avaliou a senadora.

Em seu arroubo por demonstrar a confiança na condução do processo eleitoral por Wagner, Lídice tratou o governador como “o principal líder político do PT depois de Lula e Dilma”. Alçado a essa condição, a socialista amplia o alcance da fala de Wagner quando analisou a pré-candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República. “Defendi com muita franqueza a ideia de que é melhor que ele espere 2018. É possível fazer alternância de poder por dentro do projeto ou por fora. Eduardo pode ser essa alternativa por dentro em 2018. É disso que eu tento convencer o PT, mas não está fácil”, avaliou o governador. “A minha candidatura nunca poderá ser uma candidatura de negação da liderança de Wagner, isso seria uma incoerência. Eu concordo com o que foi feito, só que o novo momento exige novos desafios, e nós vamos nos qualificar para enfrentá-los”, completou a senadora.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 14 de maio de 2013

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