Novela do metrô tem o próximo capítulo marcado para o dia 22

Adiada no horário em que a coletiva havia sido convocada para apresentar os detalhes da transferência do metrô da administração de Salvador para o governo do estado, no último dia 09, a assinatura do convênio foi reagendada para a próxima segunda-feira (22), às 14h30. O imbróglio retoma o enredo de novela após um capítulo ser apresentado como derradeiro em meio a visita da presidente Dilma Rousseff, em 05 de abril, e parece ter o desfecho prenunciado e finalmente acordado entre o prefeito ACM Neto (DEM) e o governador Jaques Wagner (PT).

No afã de por fim aos 13 anos de penúria do metrô de Salvador, Wagner e ACM Neto anunciaram há duas semanas o entendimento, com a assinatura do convênio imediata e sem grandes entraves. O acordo surgiu, segundo o próprio prefeito, após uma nova opção tarifária de integração entre o sistema metroviário e rodoviário urbano, de R$ 1,10, ter sido considerada de consenso.

De acordo com as informações divulgadas pelas assessorias da prefeitura e do governo do estado, além da transferência da linha 1 do metrô e da autorização para finalizar o tramo 2 até Pirajá e a construção da linha 2, a sinalização de convênio aponta a transmissão da administração dos trens do Subúrbio Ferroviário e da Estação Pirajá para o estado.

Apesar do indicativo prévio de que a assinatura do convênio poderia acontecer até o final da semana, a agenda do governador, em viagem aos Estados Unidos, adiou mais a formalização do acordo. Wagner, entretanto, antecipou publicamente durante a assinatura de ordem de serviço para a construção do complexo viário do Imbuí que prevê o martelo batido na segunda ou terça-feira. A assessoria confirmou nesta sexta que o encontro acontece na Governadoria no primeiro dia útil da semana.

Durante o período de incubação do acordo, as equipes do estado e do município buscaram atingir o entendimento dos termos do convênio, razão pela qual foi postergada a assinatura. À época, notas divulgadas pelos Palácios de Ondina e Thomé de Souza sugeriram que a “complexidade e a extensão do documento” exigiram mais tempo das procuradorias jurídicas, para assegurar a “segurança jurídica e institucional aos termos do acordo”.

Tanto Wagner quanto ACM Neto, entretanto, negam que haja qualquer retrocesso na discussão sobre a transferência definitiva do metrô para o estado. Ambos apontam que não há mudanças no entendimento do último dia 05 e que apenas questões pontuais, de termos específicos do contrato, atrasaram a assinatura do convênio. A população, que aguarda há quase 13 anos por uma definição para a novela chamada metrô, mantém o costume de olhar para os trilhos do sistema metroviário sem saber em quanto tempo será possível utilizar o sistema, que promete desafogar o trânsito na capital baiana.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia dos dias 20 e 21 de abril de 2013

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