Prefeitura acha que decretos estão ajudando Salvador e oposição nega

Findado o prazo de parte dos decretos editados no último dia 02 de janeiro, a prefeitura de Salvador comemorou pelas medidas terem alterado “a rotina da cidade para melhor”. “Os resultados começam a repercutir na qualidade dos serviços prestados ao cidadão, como a ampliação da educação em tempo integral, a implantação da meia-passagem aos domingos e o expediente dos servidores em tempo integral”, avalia o chefe da Casa Civil, Albérico Mascarenhas. Na opinião da oposição, entretanto, os decretos do prefeito ACM Neto (DEM) não surtiram o efeito esperado.

“Desde a campanha, quando o prefeito apresentou o programa dos 100 primeiros dias da campanha e que depois os transformou em decretos, a cidade aguarda pelos resultados. O que se percebe é que pouco se fez e, o que foi feito, estão sendo injustos com João Henrique, porque as obras inauguradas foram iniciadas na administração dele”, critica o vereador petista Arnando Lessa.

Para a prefeitura, ações como o levantamento da dívida da Prefeitura, a auditoria das Transcons e a avaliação e regulamentação de contratos de terceiros contribuem para restabelecer o controle financeiro e tornam mais transparentes as ações. Dos 39 decretos, publicados no primeiro dia útil da administração de ACM Neto, 15 deles tinham prazo de execução de até 90 dias. Segundo o chefe da Casa Civil, as ações concretizadas foram resultado de um esforço conjunto de servidores comprometidos que estão trabalhando em sintonia com os desejos de transformação da cidade.

O líder da oposição, Gilmar Santiago (PT), preferiu mais parcimônia antes de emitir opinião sobre os decretos. “Pedi um levantamento a minha equipe sobre os resultados dos decretos e prefiro aguardar antes de falar sobre o assunto”, contemporizou a liderança oposicionista. O tom mais comedido, porém, não reduz as críticas formuladas por Santiago quando os decretos foram divulgados, tratando-os como “factoides”.

E é dessa forma que Lessa analisa os ganhos reais da cidade com os documentos editados pelo Palácio Thomé de Souza. De acordo com o vereador, “não aconteceu absolutamente nada, apenas ações de impacto, mas sem ser efetivas como exercício cívico”, citando as medidas adotadas para coibir estacionamento irregular na região da Barra.

“Em um governo de 100 dias, qualquer governante apresenta coisas concretas e, infelizmente, o prefeito ACM Neto não conseguiu fazer nada”, vociferou Lessa. Todavia, o petista reconhece a ação positiva, “ainda que limitada”, do “Domingo é meia”, lançado no último domingo pela prefeitura. Ainda assim, o cabedal de críticas de Lessa incluiu outras áreas, que, segundo ele, não tiveram atenção devida do prefeito. “A Transalvador, por exemplo, não está funcionando por falta de estrutura. O mesmo acontece com a Guarda Municipal”, lamentou, ampliando o tom polêmico e tecendo críticas ao Aeroclube.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 04 de abril de 2013

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