Lídice reclama da pressa do PT em definir a sucessão de Jaques Wagner

Reiterado o desejo de ser candidata ao governo da Bahia em 2014, a senadora Lídice da Mata (PSB) voltou a apontar que a candidatura do presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, começa a ser reforçada com a movimentação do também governador de Pernambuco. Em entrevista ao Grupo Metrópole ontem, Lídice criticou a postura do PT ao antecipar a discussão sobre a sucessão de Jaques Wagner, fazendo o debate dentro do seio petista até agosto de 2013, mais de um ano antes da eleição. A possibilidade da candidatura de Lídice já havia sido aventada pela própria senadora em entrevista à Tribuna, em 17 de fevereiro. A condição para que a costura se concretize depende da postura de Eduardo Campos, porém, pelo desenrolar das ações do dirigente nacional do PSB, caminha para uma candidatura irreversível à presidência.

“É possível. Essa é a nossa posição desde o início. Eduardo tem se movimentado no sentido de construir a sua candidatura para presidente. Não sei se ele será, não posso afirmar isso, até porque nós estamos um pouco distante desse período eleitoral. A candidatura de Eduardo surge como a oxigenação da política brasileira. o PT tem insistido na campanha plebiscitária e, nacionalmente, todas as vezes nós tivemos segundo turno. Essa tentativa de eleição plebiscitária é um resquício autoritário. É uma estratégia eleitoral que quer se dizer eficiente, mas que retira o componente democrático”, critica a senadora e aliada de primeira hora do governador Jaques Wagner – Lídice foi eleita na chapa majoritária de 2010 que tinha Wagner para governador e Walter Pinheiro (PT) para a outra vaga ao Senado.

Outro ponto no relacionamento entre o PT e o PSB na Bahia alvo de críticas da senadora foi a antecipação da discussão sobre qual o nome do PT para lutar pela indicação, dentro da base aliada do governo estadual. Segundo Lídice, a disputa é uma estratégia para que o partido possa garantir a cabeça de chapa, mas prejudica a governabilidade de Wagner, que teria as relações estremecidas com siglas da bancada de apoio. “Com esse posicionamento do PT de decidir candidato até agosto, de iniciar o processo de disputa interna, você enfraquece o governador. Esse movimento do PT atrapalha e muito. Eu não quero viver o certo truque que existe nisso. O PT briga na base, no embate, um xinga o outro, sai com isso muito desgastado para a sociedade e aí vira para a base e diz que tem que ser o candidato do PT porque já houve esse desgaste, como aconteceu outras vezes. Nós estamos preparados também para, na medida em que o PT precipite, o PSB continua a organizar o seu caminho”, disse a socialista.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 12 de março de 2013

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