PTN minimiza racha interno na Câmara de Salvador

Particulares à parte, a bancada do PTN na Câmara de Salvador ocupa um espaço de destaque nas disputas internas. Após vereadores brigarem dentro da sigla pela presidência da Casa e pela liderança da legenda, a falta de total entendimento entre eles ficou evidente quando o vereador Carlos Muniz, mais votado nas eleições 2012, declarou à Tribuna que pretende adotar uma postura independente nas matérias encaminhadas pelo Executivo – postura revista, mas que demonstra certa insatisfação do edil. Muniz disparou ainda críticas ao representante do partido na composição do Palácio Thomé de Souza, o secretário de Educação, João Carlos Bacelar. O titular da Educação e o presidente estadual do PTN, Maurício Bacelar, entretanto, minimizaram o posicionamento pouco ortodoxo do vereador.

“De maneira alguma há estremecimento na relação. Muniz, como o vereador mais votado da cidade, tem que atender as demandas da população que votou nele. Mas o partido vota em bloco. Foi definido numa reunião da reunião da Executiva municipal da qual participei como convidado e com a assinatura de todos os seis vereadores”, afirmou o dirigente estadual. Para ele, é natural que cada vereador tenha opinião própria e que haja a defesa das posturas individuais. “Não há desgaste”, assegura Maurício.

De acordo com o secretário de Educação e presidente licenciado do partido – atendendo à recomendação do prefeito ACM Neto (DEM), Bacelar se afastou das atividades partidárias -, as críticas de Muniz sobre o atraso do pagamento dos terceirizados prestando serviços à Secult e ligados à ONG Pierre Boudieu são totalmente admissíveis. “Eu concordo com as críticas sobre o atraso. Beira a irresponsabilidade o gestor não pagar os trabalhadores e eu estou muito incomodado com essa situação que se arrasta desde outubro”, lamentou João Carlos. “O problema é que a burocracia atrapalhou. Em função de uma alteração nos requisitos pela Controladoria Geral do Município, aconteceu essa situação. Mas hoje (ontem) foi para o banco a folha de pagamento de janeiro de todos os terceirizados e na primeira semana de aula [entre 18 e 22 de fevereiro] serão pagos os salários atrasados”, garantiu o titular da Secult. “Fizemos uma consulta ao Tribunal de Contas dos Municípios sobre o pagamento de 2012 e tivemos a resposta positiva para regularizarmos a situação”, explicou João Carlos Bacelar.

O líder do partido na Câmara, Toinho Carolino, também endossou as palavras dos irmãos Bacelar e minimizou eventuais desentendimentos entre os vereadores. “A bancada está coesa e fechada com o governo. Não há dissidência e continua da mesma forma que definimos há duas semanas: o PTN vota em bloco”, defendeu Carolino. Diante de tantas negativas de estremecimentos, os rumores que circulam nos bastidores de que Carlos Muniz poderia estar deixando o partido não passam de “especulação”.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 07 de fevereiro de 2013. Reprodução autorizada desde que citada a origem da matéria.

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