Vereadores negociam no recesso a formação das comissões temáticas

Em recesso protocolar, a Câmara de Salvador segue fervilhando nos bastidores com as negociações pela composição das dez comissões permanentes, que devem ter boa parte dos nomes definidos antes do início dos trabalhos em fevereiro. Por enquanto, não existe nada completamente confirmado, porém informações de bastidores sacramentam o estreante Kiki Bispo (PTN) como indicado para presidir a Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final, tendo a vereadora Tia Eron (PRB) como vice-presidente.

De acordo com o presidente, vereador Paulo Câmara (PSDB), ainda não foi discutida detalhadamente a formação das comissões – inclusive o próprio Câmara alega desconhecer nomes indicados -, porém a expectativa é que ainda nesta semana um encontro com as lideranças do governo e da oposição permita um rascunho mais realista dos comitês responsáveis pelo acompanhamento e julgamento prévio de projetos do Executivo e do próprio Legislativo.

“Vamos fazer uma reunião com os líderes do governo, Joceval Rodrigues (PPS), e da oposição, Gilmar Santiago (PT) durante a semana para começar a desenhar as comissões”. Segundo Paulo Câmara, assim como aconteceu na mesa, será respeitada a proporcionalidade das bancadas e dos partidos para equilibrar as composições. “Todo mundo que estar na Comissão de Constituição e Justiça e Orçamentos, mas é impossível agregar todos”.

A tarefa de articulação, completa Câmara, cabe às lideranças de bancadas, que devem trazer o rascunho para ratificação ou retificação da presidência. “Eu serei o mediador, ajudarei na decisão. Espero chegar até o final do mês com 80% ou 90% das comissões formadas”, afirma o presidente.

Apesar de chefe de o Legislativo tangenciar, fontes da reportagem apontam que, mesmo confirmada a escolha de Kiki Bispo para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a oposição vai protestar para a indicação de alguém mais experiente. Segundo um vereador, que preferiu não se identificar, numa Câmara com políticos experientes como Edvaldo Brito (PTB) e Waldir Pires (PT), o nome de Kiki pode perder força. De acordo com o mesmo interlocutor, a herança da última legislatura, em que o pai dele, Everaldo Bispo (PMDB), era presidente da CCJ e aprovou projetos polêmicos como o PDDU e a Lei de Ordenamento e do Uso do Solo sem ressalvas.

Segundo apurado pela Tribuna, na oposição o esforço é para conseguir o controle de pelo menos quatro colegiados, entre elas a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e a Comissão de Saúde, Planejamento Familiar e Seguridade Social. Entretanto, os vereadores seguem com as negociações nos bastidores e até a relação definitiva diversos rearranjos podem acontecer.

*Publicado originalmente na Tribuna da Bahia de 16 de janeiro de 2013

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