Carballal desiste de candidatura e bloco apóia Paulo Câmara.

Apresentado como candidato do PT à presidência da Câmara de Salvador, Henrique Carballal recuou e retirou a candidatura numa reunião com vereadores do PCdoB, do PSB e do próprio PT. “Eu não desisti da candidatura. Eu retirei numa decisão conjunta do bloco formado por PT, PCdoB e PSB”, relatou o petista à Tribuna. Segundo ele, o entendimento aconteceu por “entender que a Câmara precisa ter uma gestão transparente” e uma composição com Paulo Câmara (PSDB) é o caminho mais adequado para construir o Legislativo mais próximo da população.

A decisão de Carballal reconfigurou o cenário da disputa, que agora fica restrita a Paulo Câmara, que herdou o apoio do bloco do PT, PCdoB e PSB, e ao vereador Carlos Muniz (PTN), que não conta com suporte do presidente estadual da sigla, João Carlos Bacelar. Durante o workshop com os secretários municipais, Bacelar reiterou o posicionamento de que o PTN não possui candidatura e que Muniz não possui aval da legenda para manter a postulação.

Nos bastidores, o desgaste provocado pelo posicionamento do PCdoB, que anunciou publicamente a adesão a candidatura de Paulo Câmara e depois revisitou a decisão, foi decisivo para a desistência de um candidato da oposição. Entretanto, tanto Carballal quanto a comunista Aladilce Souza negam que houve tensão entre os partidos que compõem a base de apoio ao governo estadual. “Foi uma decisão conjunta. Eu, Henrique Carballal, representando o PT, a vereadora Aladilce Souza, representando o PCdoB, e a vereadora Fabíola Mansur, representando o PSB, almoçamos com o vereador Paulo Câmara, que assumiu o conjunto de compromissos defendidos pela bancada”, frisou o petista.

Aladilce também preferiu não falar sobre o desencontro entre PCdoB e PT. Para a comunista, “a composição corresponde as expectativas da oposição e o processo foi muito positivo para a Câmara”. “A gente conversou muito e acabamos afunilando pelo apoio ao vereador Paulo Câmara”, relatou Aladilce. Segundo ela, o compromisso de que Paulo Câmara deve cumprir um acordo de princípios políticos na defesa da Câmara foi essencial para que houvesse o entendimento. “Ele concordou com os princípios que divulgamos na imprensa”, completou.

Os termos do acordo entre as três siglas e Paulo Câmara não são de conhecimento público, porém há informações de que o espaço na mesa diretora inclui a 1º Secretaria, uma Vice-Presidência, a Ouvidoria e mais um cargo. Carballal, porém, é evasivo quando questionado sobre o assunto. “Estamos em conversação e não existe nada definido”, afirmou. Entretanto, mesmo o recuo do PT, com a retirada da candidatura, não garante a eleição de Câmara. Até o dia 02, quando acontece a eleição, outros cenários ainda podem aparecer.

*Publicada originalmente na Tribuna da Bahia de 29 e 30 de dezembro de 2012. Até o fechamento dessa matéria, o vereador Carlos Muniz não tinha sido encontrado para comentar a situação da candidatura dele.

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