Oposição ameniza tom de crítica sobre o incêndio na Secretaria de Educação

Apesar dos ânimos acirrados entre integrantes da base do governo e da oposição – Toinho Carolino (PTN) e Henrique Carballal (PT) – ao comentarem o incêndio na sede da Secretaria Municipal de Educação na última quinta-feira, o líder oposicionista, Gilmar Santiago (PT), adota um tom de moderação ao falar sobre o incidente. “A gente não pode fazer juízo de valor. Nossa obrigação é acompanhar o trabalho da perícia técnica e dos desdobramentos do incêndio”, afirmou Santiago.

No dia seguinte às chamas, em reunião com o titular da pasta, João Carlos Bacelar, vereadores do PT, PCdoB e o representante do PSOL, Hilton Coelho, Santiago anunciou que pedirá a criação de uma comissão suprapartidária hoje, durante a primeira reunião da mesa diretora – a oposição possui quatro representantes nela –, para acompanhar o processo de investigação. “Segundo o secretário, todos os documentos até o primeiro semestre de 2012 estão salvos e o restante poderia ser recuperado”, relatou o petista.

Em conversa com a reportagem, o próprio Bacelar reiterou que os documentos do Fundo de Educação, bem como contratos e convênios eventualmente destruídos pelas chamas, poderiam ser recuperados sem maiores problemas. E, segundo o secretário, as atividades da pasta vão acontecer normalmente, sem alterações no calendário estudantil, preocupação também da oposição.

“Na conversa, o secretário garantiu que a matrícula vai acontecer de qualquer forma, então vamos acompanhar para que realmente aconteça”, apontou Santiago. O petista, entretanto, sugeriu que, na percepção por meio de redes sociais, a memória da população remeteu a episódios anteriores, em que incêndios destruíram documentos importantes. “É precipitado fazer qualquer tipo de julgamento”, ponderou.

De acordo com o site Bahia Notícias, uma reunião entre dirigente do PTN, no dia anterior ao incêndio, mostrou certa tensão entre vereadores da sigla e o secretário de Educação, insatisfeitos com as medidas adotadas pelo prefeito de Salvador com a edição dos decretos – que poderia ser o estopim para ações pouco calculadas.

A informação foi negada pelos envolvidos, porém, nos bastidores, o burburinho é de que a relação entre Bacelar e os seis vereadores da legenda – o dobro da legislatura anterior – está desgastada há algum tempo e tornou-se pública quando Carlos Muniz manteve a candidatura à presidência da Câmara, contrariando o indicativo do até agora presidente estadual da sigla, que vem a ser João Carlos Bacelar.

*Publicado originalmente da Tribuna da Bahia de 07 de janeiro de 2013

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